quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Afectos
"There was coldness between them. Olga didn’t write, Ezra didn’t write, but then he did, referring to himself and Olga in the third person, and he was nasty: He never said she was more bother than she was worth; he said she had given him more trouble than all the other women on the planet."
The Quality of the Affection - Lloyd Lynford in Granta 122: Betrayal
É como diz o outro: "As opiniões..."
Sou impulsiva por natureza. Gostava de ser uma pessoa ponderada, mas não sou. Faço, digo e escrevo coisas que, por vezes, preferia não ter feito, dito ou escrito. Defino muitas regras para mim própria, numa tentativa de domar esta pressa que me invade, mas quebro-as amiúde, e não raras vezes às duas e três de cada vez. Sou imperfeita, muito imperfeita, mas, ainda assim, não vivo mal comigo própria. Aliás, atrevo-me a dizer que vou gostando de ser quem sou. Principalmente, porque no meio de toda esta confusão que é o meu eu, há um cuidado que vou tendo com os actos e as palavras.Tento, com eles, não magoar quem me rodeia, seja próximo ou distante. Porque não tenho esse direito. Porque aquilo que penso e aquilo que sou, não valem a dor alheia. Porque o tempo é limitado, e eu prefiro usá-lo para acarinhar.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Pescadinhas de rabo-na-boca
"Nós os economistas somos especialistas no tema da pobreza. Sabemos tudo o que há para saber, mas a pobreza aumenta dramaticamente, o que demonstra que não a compreendemos. Do mesmo modo, acumulamos conhecimentos sobre a natureza e os problemas continuam a gravar-se. Também acumulamos conhecimentos sociais, sociológicos e políticos, mas as situações sociais e políticas agravam-se de dia para dia"
Manfred Max-Neef - Chamar desenvolvimento a um suicídio colectivo! - Artigo publicado na revista A Rede.
Manfred Max-Neef - Chamar desenvolvimento a um suicídio colectivo! - Artigo publicado na revista A Rede.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Somos todos inocentes, pelo menos até prova em contrário.
"Cada metro que se afastava do armazém era um metro que se aproximava de Maria. No trabalho não falara dela a ninguém, e não lhe podia falar a ela do que fazia. Não tinha a certeza se esse tempo que passava a viajar entre os seus dois mundos secretos não seria quando era verdadeiramente ele próprio, quando era capaz de manter esses dois mundos em equilíbrio e saber que eram independentes de si próprio; ou se esse era o tempo em que ele não era nada de nada, um vazio a viajar entre dois pontos. Só a chegada a este extremo ou àquele se punha ou lhe confiavam um objectivo, e então era de novo ele mesmo, ou um dos seus eus."
O inocente - Ian McEwan (pp. 100)
O inocente - Ian McEwan (pp. 100)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
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