quarta-feira, 21 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Verdades incontornáveis
As palavras são sempre mais esclarecedoras que o silêncio, mesmo quando ditas fora do tempo.
domingo, 18 de novembro de 2012
É verdade que isto já não tinha grande credibilidade.
Eu poderia, neste domingo à noite, estar a dedicar-me a uma qualquer tarefa que cultivasse a minha erudição, mas em vez disso estou alapada no sofá a ver isto pela vigésima quinta vez (no mínimo), e a adorar cada minuto da canastrice do Vin Diesel. A minha única desculpa é que Praga é uma cidade maravilhosa, onde vale sempre a pena voltar.
Incredulidades
Hoje, durante a habitual discussão semanal que decorre com pontualidade ao almoço de domingo, eu e o meu pai concordamos em pleno. Foi a primeira vez que isso aconteceu em toda a nossa vida, ou para ser mais precisa, em toda a minha vida. Nenhum dos dois conseguiu muito bem perceber o que aconteceu, ou inverter a situação e terminamos o almoço em silêncio, com uma expressão de susto espelhada no rosto.
sábado, 17 de novembro de 2012
O seu estado de espírito é definido pelas músicas que a atormentam # 12
(eu sei pouco disto que fala o Thom, sei pouco do amor, sei ainda menos da verdade, mas apetece-me esperar, dezoito mil novecentos e sete dias, se necessário for)
Sabes?
"- Eu sei. Diabos me levem por este meu mau feitio. Um ataque de ciúmes! Quando me estava a despedir dela, arrependi-me, beijei-a. Mas não lhe pedi desculpa.
- Por que não lhe pediste desculpa! - exclamou Aliocha.
Mítia, de repente, riu-se quase com alegria.
- Deus te guarde, querido rapaz, de alguma vez pedires desculpa à mulher amada! Sobretudo à mulher amada, por mais culpado que sejas para com ela! Porque a mulher, meu amigo, é...só o Diabo sabe o que ela é. De entre o pouco que conheço, às mulheres conheço-as bem! Se confessarmos à mulher a nossa culpa, desaba logo em cima de nós uma avalancha de censuras! Nunca nos perdoará directa e simplesmente, antes nos humilhará até mais não poder ser, antes nos acusará, mesmo de coisas que nunca aconteceram, não deixará passar nada mas, pelo contrário, acrescentará ainda alguma coisa da sua parte, e só depois perdoará. A melhor, a melhor de todas fará assim!"
Fiódor Dostoiévsy. Os Irmãos Karamazov. (pp. 314, vol II)
- Por que não lhe pediste desculpa! - exclamou Aliocha.
Mítia, de repente, riu-se quase com alegria.
- Deus te guarde, querido rapaz, de alguma vez pedires desculpa à mulher amada! Sobretudo à mulher amada, por mais culpado que sejas para com ela! Porque a mulher, meu amigo, é...só o Diabo sabe o que ela é. De entre o pouco que conheço, às mulheres conheço-as bem! Se confessarmos à mulher a nossa culpa, desaba logo em cima de nós uma avalancha de censuras! Nunca nos perdoará directa e simplesmente, antes nos humilhará até mais não poder ser, antes nos acusará, mesmo de coisas que nunca aconteceram, não deixará passar nada mas, pelo contrário, acrescentará ainda alguma coisa da sua parte, e só depois perdoará. A melhor, a melhor de todas fará assim!"
Fiódor Dostoiévsy. Os Irmãos Karamazov. (pp. 314, vol II)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
O mal que me faz ver novelas
Este tipo, que não tinha piadinha nenhuma quando era novo, adquiriu uma certa sensualidade com a idade.
(imagem gamada algures na net)
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O seu estado mental é definido pelas músicas que a atormentam # 11
(sinto falta de músicas que me compreendam tão bem como esta)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
"tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta"
Ao que parece, vivo num país onde algumas pessoas só se sabem manifestar arremessando insultos, pedras e outros objectos que tais. Ao que parece, vivo num país onde há pessoas se manifestam pacificamente junto dos que arremessam coisas, sem que isso os pareça afectar ou mostrem sinais de repudio por tais actos. Ao que parece, vivo num país onde os polícias são violentos porque, depois de levarem com pedras e outros objectos que tais, resolvem ripostar e levar tudo a eito, sem perguntarem a quem iam encontrando se também lhes atirou coisas. Já há muito tempo que não gosto das pessoas que governam o meu país, mas começo também a deixar de gostar das pessoas que vivem nele.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Tinha-me esquecido de pôr o título.
A noite passada dormi duas horas seguidas e o resto aos solavancos. Hoje de manhã bebi café com a minha antiga professora de russo. Passei o dia a enfardar chocolate de todo o tipo e espécie, para compensar o facto de não ter dormido. Não, o chocolate não tira o sono mas conforta a alma. Já papei mais de 500 páginas dos Irmãos Karamazov. Também me fartei de emborcar café para tentar anular a sonolência instalada. O café também conforta a alma. Aquela série nova, a do gajo que é neurocientista e tem alucinações e vê coisas que não existem, hoje meteu gangs ucranianos. Descobri que no sitio onde trabalho há uma concentração elevada de aparelhos de microondas e máquinas de café por metro quadrado, e que somos todos demasiado individualistas, e que eu nunca mais vou ficar a ressacar por cafeína quando chegar a desoras ao bar. Ao final do dia, enquanto esperava que a aula de ballet terminasse, ouvi através da porta do estúdio o "My Way" e depois esta música, que inconscientemente comecei a cantarolar. Já não me recordava da letra e por isso improvisei. Necessito com urgência de voltar ao russo. A vida é bem mais fácil quando vivida numa língua estrangeira. Já é madrugada em Moscovo. A fotografia foi tirada por mim em Berlim. A esta hora eu já devia estar a dormir.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
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