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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Para quê o esforço se os outros o dizem bem melhor. #2
Desgostos
Quando temos um desgosto, o coração deixa de bater da mesma forma. Se tivéssemos um estetoscópio à mão, poderíamos ouvir a diferença subtil no som que ele faz. Acabamos por nos habituar a esse bater diferente e passado um tempo achamos que voltou tudo ao normal. Mas não, a música mudou para sempre, agora é mais ríspida apesar de acharmos que não, que sempre foi assim como agora é. Os desgostos desafinam o coração e tornam-nos duros de ouvido.
(O Febre dos Fenos foi presente do contador de visitas. Lá havia de chegar o dia em que aquilo serviria para alguma coisa.)
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Não volto a pegar num cigarro.
Confiamos no escudo da genética e da história para neutralizar o efeito debilitante das notícias que chegam todos os dias. Assimilamos a imunidade que tem sido transmitida de geração em geração e que nos livra os dias do medo asfixiante. "Somos poderosos, mais rijos, feitos de outra cepa..."
Até que, à hora do jantar o telefone toca e a má nova invade, em uníssono, cada célula do nosso corpo, provocando uma convulsão de medo, de raiva, de fúria, de iniquidade, de dor, que nem a calma aparente do interlocutor consegue aplacar. A invencibilidade esgotou-se. "Afinal não somos poderosos, não somos mais rijos, não somos feitos de outra cepa. Somo iguais a todos os demais e pereceremos da mesma forma." Depauperaram-nos de um dos bens mais preciosos que possuíamos. Roubaram-nos a certeza de que na velhice estaria o móbil do nosso ocaso.
Até que, à hora do jantar o telefone toca e a má nova invade, em uníssono, cada célula do nosso corpo, provocando uma convulsão de medo, de raiva, de fúria, de iniquidade, de dor, que nem a calma aparente do interlocutor consegue aplacar. A invencibilidade esgotou-se. "Afinal não somos poderosos, não somos mais rijos, não somos feitos de outra cepa. Somo iguais a todos os demais e pereceremos da mesma forma." Depauperaram-nos de um dos bens mais preciosos que possuíamos. Roubaram-nos a certeza de que na velhice estaria o móbil do nosso ocaso.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Credo.
Creio na irreversibilidade absoluta do sentimento de desapego; na impossibilidade de regressar, depois de ultrapassadas certas fronteiras; na sublimação do arrependimento pelas convicções; na hegemonia da teimosia sobre a razão; na protecção, até ao extremo, da auto-estima.
E nos dias difíceis, quando nada mais me inspira confiança, creio apenas e ininterruptamente em mim.
E nos dias difíceis, quando nada mais me inspira confiança, creio apenas e ininterruptamente em mim.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
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