quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Simples?
Tal como a Terra aprendeu,
a milimetricamente manter,
a distância perfeita do astro solar,
também eu procuro,
por tentativa e erro,
um lugar para te posicionar,
que não seja demasiado próximo,
para a minha pele não se queimar,
que não seja demasido distante,
para o meu peito não enregelar.
a milimetricamente manter,
a distância perfeita do astro solar,
também eu procuro,
por tentativa e erro,
um lugar para te posicionar,
que não seja demasiado próximo,
para a minha pele não se queimar,
que não seja demasido distante,
para o meu peito não enregelar.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Para quê o esforço, se os outros o dizem bem melhor.
Os homens que deixam de amar as mulheres (*)
After-hours com os colegas ou “happy-hour”, como eles preferem chamar por aqui, maioritariamente de machos e prolongado. Não chego a compreender os homens que deixam de amar as mulheres (as suas). Parece-me a mais absurda das contradições essa de decidirem casar ou “juntar os trapinhos” à séria, para depois preferirem evitar o final da tarde ou a noite com a pessoa que pretensamente escolheram “para a vida”. Falo com o dom da observação, de quem os conhece assim, colegas de trabalho e até alguns amigos, demasiadas vezes à procura do programa alternativo que os vai safar de mais umas horas com a cara-“metade” ou com os filhos. Gosto do oposto destes, que estatisticamente são uma minoria, daqueles que, com a dose certa de lamechice, se derretem com a troca de palavras num telefonema durante o dia ou que denotam entusiasmo com um qualquer programa que preparam para a noite.
A vida dá-nos o poder, sob a forma de liberdade, de escolhermos bem e de procurarmos quem queremos mesmo. Não chega a ser um desafio, é mais uma questão de convicção e de certeza, fiel, que se quer sem hesitações quando concluímos que chegámos à pessoa certa.
(*) post rascunhado antes de ser roubado ;)
O Ricardo continua a deliciar-me com a sua escrita que, apesar de clarividente, não deixa de afirmar sempre a sua crença no amor.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Convicções
Cada vez que a vê aproximar, arranja maneira de deslocar o seu metro e oitenta pelos cinco metros de balcão, de forma ágil e veloz, como se fosse uma gazela que foge de um predador, só para ser o primeiro a chegar, para ter o privilégio de a atender, não só não fugindo, como entregando-se deliberadamente ao perigo. Mira-a de alto a baixo e, antes de lhe perguntar o que vai comer, informa-a acerca do número de dias que ela esteve ausente, como que a cobrar-lhe pelo seu desaparecimento. Ela desculpa-se com o trabalho, diz-lhe que tem pressa e pede-lhe algo rápido para comer, fast-food, como dizem os americanos, sabendo de antemão que ele vai ralhar-lhe por não fazer uma alimentação equilibrada. Ele cumpre o seu papel e diz-lhe que ela devia comer uma refeição de gente adulta. Ela desculpa-se mais uma vez com a falta de tempo, e então ele corre para a cozinha para lhe preparar a tosta ou o hambúrguer que ela lhe pede. Quando regressa com a comida entrega-lha, sempre de forma ruidosa e permanece no balcão, próximo do local onde ela come, deixando o atendimento dos outros clientes para os colegas. Tem sempre assuntos para conversar com ela, perguntas para lhe fazer, coisas para lhe contar. Ela entretém-se com a sua companhia enquanto come. Gosta da sua juventude, do seu ar de miúdo mau, do rosto com feições quase perfeitas, dos braços enormes cheios de músculos que indiciam horas de ginásio. Gosta da forma como ele desliga do mundo para lhe dar todas as atenções, como passa de empregado de balcão a cozinheiro e de cozinheiro a confidente só para estar próximo dela.
Hoje, enquanto lhe servia o café disse-lhe com um ar pouco triste que tinha saído de casa, que desta vez era definitivo, que por muito que lhe custasse deixar os quatro filhos, já não aguentava mais a mulher. Disse-lhe isto enquanto a olhava nos olhos e esperava que ela reagisse. Ela sem mudar a expressão bebeu o café, desejou-lhe boa sorte e despediu-se. Enquanto se afastava, espreitou pelo canto do olho e viu o seu ar de perplexidade e abandono. Continuou a caminhar. Não olhou para trás. Noutros tempos não teria hesitado e atacaria. Noutros tempos, decidiu que não voltaria a esse tipo de homens. Nos dias de hoje mantém-se fiel às suas convicções.
Hoje, enquanto lhe servia o café disse-lhe com um ar pouco triste que tinha saído de casa, que desta vez era definitivo, que por muito que lhe custasse deixar os quatro filhos, já não aguentava mais a mulher. Disse-lhe isto enquanto a olhava nos olhos e esperava que ela reagisse. Ela sem mudar a expressão bebeu o café, desejou-lhe boa sorte e despediu-se. Enquanto se afastava, espreitou pelo canto do olho e viu o seu ar de perplexidade e abandono. Continuou a caminhar. Não olhou para trás. Noutros tempos não teria hesitado e atacaria. Noutros tempos, decidiu que não voltaria a esse tipo de homens. Nos dias de hoje mantém-se fiel às suas convicções.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Indecisões
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
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