segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Não tens emenda.
"- Apetecia-me beijá-la.
Rochela ficou calada, mas afastou-se um pouco.
- Já estragou tudo - disse ela. - É como todos os homens.
...
Rochela sentia uma vontade imensa de que Ana a beijasse, mas primeiro tinha que ensiná-lo. Não se pode deixá-los à vontade."
O Outono em Pequim. Boris Vian, pp. 75.
( a mesma página que eu acabei de descolar da capa do livro antigo que com tanto carinho me ofereceram...)
Rochela ficou calada, mas afastou-se um pouco.
- Já estragou tudo - disse ela. - É como todos os homens.
...
Rochela sentia uma vontade imensa de que Ana a beijasse, mas primeiro tinha que ensiná-lo. Não se pode deixá-los à vontade."
O Outono em Pequim. Boris Vian, pp. 75.
( a mesma página que eu acabei de descolar da capa do livro antigo que com tanto carinho me ofereceram...)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Paradoxos
La perspective de ta bouche
Ta bouche tout près de l’oreiller
Loin et lointaine
À deux doigts de la mienne
Le rêve s’amuse
Et nous sépare
Avec les pas minutieux de l’oubli
Tes lèvres bougent à peine
J’ai le couteau qui brille
Propre à quelques millimètres
De ta joue sèche
Comme du papier
Prêt pour tuer
La perspective du pardon
Je voudrais l’enfoncer
Dans la chair de ta bouche
En biais dans la plénitude
Lente dans sa jouissance
Crève crève
Je susurre et ton bonheur endormi
Me rends jalouse
De la beauté de ton horizon vertical
Dans la perspective de ta langue.
Zoé Valdès
2008
Empire State
Foi-se aproximando, lentamente, com a discrição que o distingue do resto do mundo. Chegou à entrada da porta e, sem se fazer anunciar, esperou. Contra todas as probabilidades e para espanto de quem os rodeava, ela deixou-lhe a porta aberta para que entrasse quando fosse seu desejo. Durante algum tempo ele deambulou pelo átrio. Aos poucos, perdeu os receios e começou a ascender na escadaria, passo a passo, muito devagar, porque não é homem de pressas, parando em cada patamar para descansar, para a deixar descansar. Sem alarido ele foi subindo e ela, aventureira, foi acolhendo e reforçando cada um dos seus progressos.
Na última noite de tempestade resolveram aquecer-se com bebidas quentes, num local que ela há já muito queria dar-lhe a conhecer. E enquanto iam trocando entre si os sabores e brincavam aos fotógrafos com telefones móveis e riam à gargalhada captando a atenção e o espanto dos olhares indiscretos, ela compreendeu que, durante a viagem que demorou cerca de dez anos, ele se tinha instalado na penthouse do arranha-céus que ela usa para metaforizar a amizade e que, perto ou distante, já nada nem ninguém de lá o conseguirá desalojar.
Na última noite de tempestade resolveram aquecer-se com bebidas quentes, num local que ela há já muito queria dar-lhe a conhecer. E enquanto iam trocando entre si os sabores e brincavam aos fotógrafos com telefones móveis e riam à gargalhada captando a atenção e o espanto dos olhares indiscretos, ela compreendeu que, durante a viagem que demorou cerca de dez anos, ele se tinha instalado na penthouse do arranha-céus que ela usa para metaforizar a amizade e que, perto ou distante, já nada nem ninguém de lá o conseguirá desalojar.
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Desejo(s)
Liberta-te do casulo,
ainda larva
ou já borboleta.
Arregala os olhos,
para o céu
ou para os meu ser.
E se o sol,
com a sua intensidade,
te ferir as pupilas,
encerra as pálpebras,
e volta a ler-me,
em voz alta,
de olhos fechados,
com a ponta dos dedos.
ainda larva
ou já borboleta.
Arregala os olhos,
para o céu
ou para os meu ser.
E se o sol,
com a sua intensidade,
te ferir as pupilas,
encerra as pálpebras,
e volta a ler-me,
em voz alta,
de olhos fechados,
com a ponta dos dedos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)

