domingo, 23 de outubro de 2011

Se há democracia, comemos todos!

http://www.publico.pt/Pol%EDtica/ministro-da-administracao-interna-renuncia-ao-subsidio-de-alojamento-1517844?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

Parece-me bem. Até porque, muitos de nós também terão que renunciar ao subsídio de Natal e de férias. E pasmem-se! Esses também estão na lei...

Porque andamos por aqui?

"...à travers le récit on apprend à analyser la réalité, à organiser et à comprendre le monde dans lequel on vit, le monde naturel autant que le monde social."

Porquoi nous racontons-nous des histoires? Le récit au foundement de la culture et de l'identité individuelle. Jerôme Bruner

Já falta pouco

As desculpas pintam-se sempre de amarelo



(ou Há coisas que nunca mudam.)

sábado, 22 de outubro de 2011

Ninguém a compreende

Ainda se ri à gargalhada quando recorda da expressão estupefacta de ambos, quando lhes disse que apenas a atraem os homens que a fazem sentir pouco inteligente, apontando um dos alvos da sua atenção. Que é muito velho, que tem um ar assustador, que não conseguiria satisfaze-la, defendem eles. Refutou todos os argumentos, mesmo o de que estariam ambos dispostos a chamar-lhe ignorante, se isso a fizesse direccionar para eles. Replicou que a sua auto-estima é suficientemente sólida para não ser beliscada com tal caracterização, mesmo que fosse efectuada de forma convincente.
Ainda se ri à gargalhada quando recorda a expressão de desânimo de ambos, quando lhes confirmou  a veracidade da afirmação retórica: "Então nós não temos qualquer possibilidade."

Sem tradução.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Deixem-se de ilusões

A escolha é uma palavra que se diz no feminino.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Dúvidas existenciais ou Podias ser o meu Menino Jesus

Há dias em que ela não consegue decidir se o preferiria deitado (na cama) ou estendido (na chaise-longue do consultório).

Inocência

Diverte-a que, após algum tempo de interacção verbal e quando já lhes mostrou que nada mais há a acrescentar, eles inventem todo o tipo de artimanhas para passar mais alguns minutos na sua presença, como se  o passar do tempo auxiliasse a atingir o impossivel objectivo de a seduzir. Diverte-a ainda mais que, após tanta encenação, ainda se deixem apanhar desprevenidos quando lhes indica a porta de saída e, ao despedir-se, faz questão de lhes dizer que não voltarão a encontrar-se.

Não quero que te falte nada*

...

(exceptuando o sono, é evidente)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Não sei se ria ou se chore.

Diz ele "...há vida para além da austeridade..."

(uma coisa é certa. se não ganhar a vida a ajudar na des(construcção) do país, pode sempre tornar-se comediante.)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Até mudar de opinião

A minha persistencia transforma-se em teimosia sempre que me recuso a abdicar de algo que me é precioso.

***

E os senhores, às tantas, até nos estão a fazer um favor...

Quem pensas tu que és? (exorcismo à caixa de rascunhos)

Ela pediu-me com carinho e eu acedi prontamente. Pedi uma frigideira emprestada à avó dela, porque a que existe cá em casa não serve o propósito. À hora definida chamei-a para me ajudar a misturar os ingredientes inscritos na receita retirada da internet. Era uma estreia. Nunca antes tínhamos cozinhado tal coisa. Liguei o fogão e tratei de cozinhar a massa viscosa. A primeira ficou com um ar algo desarranjado e demasiado tostada, mas as seguintes adquiriram um tom caramelo e mantiveram a forma redonda adquirida aquando do contacto com a frigideira. A pedido dela, enquanto cozinhávamos, ouvíamos a Cristina Perri a perguntar-lhe quem pensa ele que é para coleccionar jarros de corações. Na minha mente apenas surge a mesma questão:
- Quem pensa ele que é?
Na minha mente paira apenas uma inquietação, a de descobrir como escapar, sabendo que é para ali que os pés me levam sem qualquer hesitação.As panquecas estão prontas e a sua ingestão apazigua as traças que me roem o aparelho digestivo, a infusão de erva príncipe amaina o tropel que me invadiu o peito. O sossego voltou ao meu ser. Até quando?