segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O seu estado mental é definido pelas músicas que a atormentam #3
(o rapaz que canta, tivesse ele idade e cantasse música em termos, e não seria nada de se deitar fora)
domingo, 16 de outubro de 2011
Ou não
Flor ou não
É Flor, ou não.
É bruma, ou não.
À meia-noite vem
De madrugada vai.
Chega, devaneio, vernal, efémero.
Parte, neblina, matinal, sem traço.
sábado, 15 de outubro de 2011
Fenómenos preocupantes
A medida que avanço no tempo vou achando cada vez mais piada a participar em jantares em que praticamente só conheço o anfitrião, e nos quais os restantes participantes pouco ou nada têm em comum comigo.
(Às tantas, desta vez, a culpa foi da sangria. E eu que sempre considerei que a sangria é a pior forma de se estragar ainda mais o vinho de má qualidade.)
(Às tantas, desta vez, a culpa foi da sangria. E eu que sempre considerei que a sangria é a pior forma de se estragar ainda mais o vinho de má qualidade.)
Conversas móveis
- Ó mãe, hoje a minha amiga explicou-me como é que os rapazes conquistam a rapariga de quem gostam. - conta-me ela toda entusiasmada
- Ai foi! Então explica-me lá isso a mim. - peço-lhe eu, temendo a resposta.
- Ela contou-me que eles lhes dizem o que sentem por ela e ela fica conquistada. - diz ela confiante nos ensinamentos da amiga.
Apeteceu-me refutar a teoria. Apeteceu-me dizer-lhe que só funciona assim para as distraídas, para aquelas que não conseguem de forma alguma ler sinais, para as que são completamente autistas para o amor. Apeteceu-me explicar-lhe que aqueles que nos interessam realmente não fazem assim, que o perigo não reside nas cordas vocais, mas nos olhos. Apeteceu-me ensinar-lhe que é com uma dança de olhares que eles nos queimam a pele, nos atordoam todos os outros sentidos e nos introduzem o desejo na corrente sanguínea, para o fazer circular a grande velocidade por todo o corpo até à mais distante terminação nervosa. E principalmente apeteceu-me confidenciar-lhe que nesta coisa das conquistas, a primeira e mais importante aprendizagem é que as narrativas verbais comportam todo o tipo de inverdades, enquanto que os olhos, os olhos nunca mentem.
Apeteceu-me, mas acabei apenas por sorrir, e continuei a conduzir em silêncio.
- Ai foi! Então explica-me lá isso a mim. - peço-lhe eu, temendo a resposta.
- Ela contou-me que eles lhes dizem o que sentem por ela e ela fica conquistada. - diz ela confiante nos ensinamentos da amiga.
Apeteceu-me refutar a teoria. Apeteceu-me dizer-lhe que só funciona assim para as distraídas, para aquelas que não conseguem de forma alguma ler sinais, para as que são completamente autistas para o amor. Apeteceu-me explicar-lhe que aqueles que nos interessam realmente não fazem assim, que o perigo não reside nas cordas vocais, mas nos olhos. Apeteceu-me ensinar-lhe que é com uma dança de olhares que eles nos queimam a pele, nos atordoam todos os outros sentidos e nos introduzem o desejo na corrente sanguínea, para o fazer circular a grande velocidade por todo o corpo até à mais distante terminação nervosa. E principalmente apeteceu-me confidenciar-lhe que nesta coisa das conquistas, a primeira e mais importante aprendizagem é que as narrativas verbais comportam todo o tipo de inverdades, enquanto que os olhos, os olhos nunca mentem.
Apeteceu-me, mas acabei apenas por sorrir, e continuei a conduzir em silêncio.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Este post tem linguagem imprópria
Olha! E se fosses cortar o caralhinho? É que se calhar também não te faz falta.
Constatação # 11
A principal característica das ilusões de óptica é que acabam sempre, com maior ou menor rapidez, por se transformar em desilusões, reconfigurando-nos, cada uma dessas transformações, todo o sistema cognitivo. A grande vantagem de se ter uma grande colecção desse tipo de ilusões é que, enquanto estas se mantêm intactas, enchem-nos de euforia, quando se convertem, passam a ser apenas mais um tijolo na parede.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
"Não me importa uma porra que as mulheres tenham os seios como magnólias ou como figos secos; uma pele de pêssego ou de lixa. Também é indiferente se amanhecem com um hálito afrodisíaco ou um hálito insecticida. Sou perfeitamente capaz de suportar um nariz que arrecadaria o primeiro prémio numa exposição de cenouras; mas, isso sim – e nisso sou irredutível –, não lhes perdoo, sob nenhum pretexto, que não saibam voar. Se não sabem voar perdem tempo as que pretendam seduzir-me."
Espantalhos. Oliverio Girondo
Roubado ao Marco, mas com a devida autorização.
Morri e fui para o céu...
Os dois, juntinhos, no mesmo ecrã, com um bocado de sorte sem camisa e a lutarem um contra o outro. Definitivamente, vou estar na fila da estreia.
(Imagens retiradas daqui)
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