"Não é preciso que o bebedor abdique da sua razão, mas o amante que conserva a sua não obedece até ao fim ao seu deus."
Memórias de Adriano. Marguerite Yourcenar. pp. 16.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Constatação #10
Alcançaremos a serenidade quando encontrarmos o meio do caminho entre a minha espontaneidade e a tua contenção.
sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Apostas
A ingenuidade carregada pela aflição,
Fez-me num espaço de dias esquecer
Que quem vive da competição
Não passa muito tempo sem ansiar vencer
E eu que não sei senão viver,
Mesmo que por vezes com temor,
Estou disposta a pagar para ver.
E tu? Ainda és jogador?
Fez-me num espaço de dias esquecer
Que quem vive da competição
Não passa muito tempo sem ansiar vencer
E eu que não sei senão viver,
Mesmo que por vezes com temor,
Estou disposta a pagar para ver.
E tu? Ainda és jogador?
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Encruzilhadas
Numa encruzilhada escolheu um caminho. Tinha outros à disposição, mas aquele pareceu-lhe o certo. Percorreu-o ultrapassando as pequenas barreiras que lhe iam aparecendo, até que se deparou com muro alto que a impedia de continuar. Fez várias tentativas para o ultrapassar, mas todas elas foram inúteis. Ainda colocou a hipótese de voltar atrás e tentar um dos percursos alternativos. Mas sente-se demasiado cansada e por isso decidiu procurar algo onde pudesse sentar-se e esperar que um cataclismo derrube o obstáculo. Até porque, enquanto espera, poderá sempre aparecer alguém disponível para a transportar em braços até ao seu destino.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Enganos
Resolvi cartografar-te,
muito devagar e com rigores.
Peguei num lápis de carvão
e apontei-te os pormenores.
Na pele memorizei-te os sinais,
dela destilei os teus odores.
E da boca, ao prová-la,
guardei todos os sabores.
Fiz mapas complicados,
devidamente legendados.
Quis tudo muito muito direito!
E com toda esta exaustão,
gerou-se a confusão.
Errei o caminho para o teu peito.
muito devagar e com rigores.
Peguei num lápis de carvão
e apontei-te os pormenores.
Na pele memorizei-te os sinais,
dela destilei os teus odores.
E da boca, ao prová-la,
guardei todos os sabores.
Fiz mapas complicados,
devidamente legendados.
Quis tudo muito muito direito!
E com toda esta exaustão,
gerou-se a confusão.
Errei o caminho para o teu peito.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Contrariedades
Dever cumprido sem qualquer tipo de convicção. Mais um bocadinho de mim que se esvaziou ao colocar a cruz. Qualquer dia não sobra nada para além do invólucro.
sábado, 4 de junho de 2011
A quebrar recordes de velocidade
Ou como se chega dos 0 aos 100 em menos de 2 semanas.
The Kubler-Ross grief cycle. Imagem retirada daqui.
The Kubler-Ross grief cycle. Imagem retirada daqui.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Verdades absolutas #2
"Não é a nostalgia de um amor que nos faz enamorar, mas a convicção de não termos nada a perder tornando-nos aquilo que somos; é a perspectiva do nada à nossa frente. Só então se constitui dentro de nós a propensão de nos lançarmos no tudo ou nada..."
Enamoramento e amor. Francesco Alberoni. pp. 76
Enamoramento e amor. Francesco Alberoni. pp. 76
Em ruinas
Arruinamos o amor quando decidimos intelectualiza-lo e transformar a sua expressão num conjunto de manifestações reguladas pelo socialmente adequado.
O amor é emoção, o amor deve ser ridículo.
O amor é emoção, o amor deve ser ridículo.
Retratamento- Da Weasel
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Viva a retórica
Não sou de forma alguma defensora de gente que escreve nas paredes alheias. Aliás, critico veementemente esse tipo de atitude e considero que deve ser punida, quanto mais não seja, com a imposição de se limpar o que se suja. No entanto, não posso deixar de sentir alguma simpatia por quem evita os famosos "Amo-te Cátia Vanessa" e de uma forma pueril opta pela indefinição quer temporal, quer da quantidade de amor devotado, quer mesmo do próprio objecto, garantindo a veracidade da afirmação, em qualquer momento da sua existência.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Queria contar-te...
...que ontem tive um dia feliz, que me fizeram acreditar que a esperança pode subsistir, que me colocaram a auto-imagem nos píncaros, que estou prestes a concretizar os projectos que me fizeste definir, que o mar ainda me faz sorrir, que consegui impor a minha posição, que a insónia me tem abandonado aos poucos, apesar dos pesadelos continuarem a assombrar-me, que a vida é tão difícl para alguns e tão fácil para mim, que descobri uma amiga nova, que a ansiedade decresce à medida que o auto-controlo aumenta, que hoje fugi do plano, mas que volto a ele de imediato.
Queria contar-te tanta coisa, mas tenho medo de já não saber falar contigo. Tenho medo que já não me saibas ouvir.
Queria contar-te tanta coisa, mas tenho medo de já não saber falar contigo. Tenho medo que já não me saibas ouvir.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

