quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Também tu Brutus, também tu...

Acabada de chegar do cinema, vejo-me obrigada a concordar com o resto da manada.
O Black Swan ou Cisne Negro é o melhor filme que vi nos últimos tempos e a Natalie Portman fez a representação de uma vida. Poderoso!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Filósofos da vida # 3

"-Sabe, quando se está enamorado e as coisas correm mal, uma pessoa sente-se terrivelmente infeliz e pensa que nunca mais vai recuperar. Mas ficará maravilhada ao descobrir o que o mar é capaz de fazer.
- O que quer dizer com isso? - perguntou ela com um sorriso.
- Bem, o amor não é bom marinheiro e definha numa viagem marítima."

No fio da navalha. Somerset Maugham. pp.103

Dias de felicidade #2

Um telefonema não atendido. Uma mensagem enigmática. Um telefonema atendido. Um convite inesperado. Uma mudança de direcção. Excesso de velocidade para cumprir o horário. Estacionamento. Novo telefonema. Um carro que se aproxima. Uma porta que se abre. Um sorriso. Outro estacionamento. Um beijo. Um passeio à beira-mar. A esplanada de eleição. O guarda-sol. Dança de cadeiras. A conversa despretensiosa. A partilha de acontecimentos. Uma sandes americana com ovo estrelado. Batatas fritas congeladas. O mar.  As ondas. O mar. Um café. Um piropo da empregada de mesa. Um cigarro. Um novo passeia á beira-mar. Um desprendimento fingido. Uma verdade dita. Um arrufo encenado. A reconciliação. A luz do sol. Uma camisola cor-de-rosa. Beijos ao ar livre. Público a assistir. Um último beijo. Excesso de velocidade. Uma tarde a sorrir.

Psicose delirante

Nada como uma aula de Pilates para transformar um ruído ensurdecedor, num assobio distante.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Cacófato" visual

Para que conste das actas, eu nunca deixaria que saísses à rua envergando uma camisa aos quadrados, enlaçada por uma gravata com riscas e emoldurada por um sobretudo com padrão de espinha, principalmente sabendo que a tua imagem é recorrentemente violada pelas objectivas das máquinas de filmar.
Nunca te permitiria tal desatre, nem que para isso tivesse que te despir com as minhas próprias mãos, e com elas passar a ferro uma camisa branca .

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Borderline

Esconde-se sob o escudo protector do desprezo pelo compromisso. No entanto, deleita-se quando ele, num momento de carinho, lhe chama "amor", lhe passa a mão pelo cabelo, ou lhe morde o pescoço com demasiado ímpeto, deixando-lhe as marcas dos dentes caninos na pele.
Depois, faz ar de dura e ralha-lhe. Diz-lhe que essas manifestações estão proibidas. Que aquilo não é mais que apenas aquilo. Que não deve sucumbir ao sentimento.
E depois sorri e promete-lhe que o vai deixar a pensar nela todos os minutos do dia, ao provocar-lhe um arrepio na pele logo pela manhã, no primeiro momento em que se cruzarão, quando, ao dar-lhe os bons dias, encostar ao de leve o peito à sua nuca ou roçagar lentamente a sua perna na dele, para de seguida lhe ordenar compostura.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Offline

Durante meses estiveste à distância de dois cliques. Observava o circulo verde que te precedia o nome e amaldiçoava o mundo, o meu mundo, o teu mundo, o mundo que não é nosso. Não te queria ali. Não te queria tão próximo, tão acessível. Nos dias mais difíceis, recorrentemente aproximava a seta branca das letras. Colocava-a em cima delas. Aproximava o dedo indicador direito do botão mágico que me dava acesso a ti, e depois retrocedia e tentava ocupar a mente com alguma tarefa inútil, daquelas que me atribuem dia atrás de dia, atrás de dia, daquelas que me pagam a sobrevivência e os luxos. Nas poucas vezes em que empurrei o indicador, ou melhor, nas poucas vezes em que o indicador desrespeitou a minha vontade e autonomamente caiu sobre o botão, rapidamente percebi que a desobediência me sairia cara. Invariavelmente começava um intercâmbio de palavras com ilusão e euforia e terminava-o desconsolada e vazia. Aquilo que poderia ser a esperança da mudança, da resolução, rapidamente se diluía num confuso emaranhado de vocábulos inertes e desoladores. Aos poucos, aquilo que ansiava por construir, desmoronava-se. As palavras mágicas que poderiam mudar o mundo não eram escritas. Nada mudava, tudo voltava ao fim. E eu voltava a amaldiçoar a tua presença, e rogava aos céus para que levassem a bola verde para longe.
E agora os deuses fizeram-me a vontade. O círculo tornou-se cinzento. E eu, que desejei o teu desaparecimento no meio dos bits e dos bytes, só quero ter de volta a cor da esperança. Só quero saber-te de novo à distância de dois cliques. Nem que seja para voltar a desejar que te evapores para fora da minha atmosfera.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Elementos

Filósofos da vida # 2

"Penso sempre que não há melhor educação para um jovem do que tornar-se amante de uma mulher madura e, claro, se ela for o tipo de pessoa que tenho em mente, uma femme du monde,..."

O fio da navalha. Somerset Maugham

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Idiotia

jogador A s.m. 1. pessoa que participa num jogo; ...4. pessoa que tem o hábito de jogar a dinheiro; 5. pessoa que é excelente num qualquer jogo; 6. pessoa que arrisca ou se aventura. B adj. 1. que joga; 2. que sabe jogar; 3. que tem a paixão ou o vício de jogar a dinheiro.

idiota A adj 2gén 1. pouco inteligente; pateta; parvo; tolo; 2. que não obedece ao bom senso...

Dicionário da Língua Portuguesa 2003. Porto Editora

jogador adj.  Indivíduo que gosta de jogar, que conhece as regras do jogo, que calcula as probabilidades de ganhar ou perder, que percebe quando a vantagem está ou não está a seu favor. Indivíduo que, apesar de ter a certeza que vai ser derrotado, no momento da decisão, acaba por apostar, por ter ainda tem uma réstia de esperança na vitória.

idiota do jogo  adj. Indivíduo que apesar de já ter sido derrotado, ainda se considera vencedor.

Se tiveres algum defeito, no meu dicionário, será o de não seres jogador. Já a tua principal qualidade é estares certo que, seja como seja, sairás sempre vencedor.

No cinema como na vida real #2

Quando partimos com baixas expectativas, chegamos ao final sem desilusões.

(Isto só para dizer que fui ver o filme do Johnny Depp e da outra rapariga.)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ai Robert!



Quando te foge o pé para o chinelo...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

As coisas mais simples

Depois de algum tempo de discussão e de ter proferido um discurso elaborado e pejado de complexas teorias, dissipou todas as dúvidas que lhe toldavam o discernimento e conseguiu desarmá-la com um simples conjunto de palavras:
"- Tenho pena de não ter mais 10 anos. Seria tudo diferente. Seria tudo possível."