Cada um é livre para escolher as parvoíces que escreve.
Eu sou livre para escolher as parvoíces que leio
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
No cinema como na vida real
Vivian - You're late!
Edward - You're astounding!
Vivian - You're forgiven.
Pretty Woman
Pretty Woman
Pequenos gestos
O toque da campainha atordoou-a. Tinha-se enfiado na cama há apenas 3 horas e ainda não estava preparada para acordar. Arrastou-se até à porta da rua e abriu-a com os olhos ainda fechados, quer por influência do sono, que para os proteger da luz que já tinha invadido o céu. Também ele lhe invadiu a morada carregando um saco na mão direita. Entrou, entregou-lhe o saco com um sorriso também ensonado e sentou-se na berma da cama dela. Tocou-lhe no rosto com meiguice, afagou-lhe suavemente o cabelo e disse-lhe que ela estava demasiado mimalha. Conversaram por breves minutos, ele deu-lhe um beijo e despediu-se. Ela seguiu-o até á porta e não o deixou sair sem o abraçar com toda a sua força. Voltou para a cama e aguardou acordada que ele lhe confirmasse a chegada ao destino, tendo adormecido de imediato. Despertou horas mais tarde. Levantou-se, agarrou no saco que ele lhe deixara e dirigiu-se para a cozinha. Abriu-o e de dentro dele retirou um pão. Já não estava quente, mas ainda conservava a textura fofa, como se tivesse sido acabado de fazer. Preparou o pequeno-almoço e comeu-o com o apetite de quem sabe que os pequenos gestos fazem toda a diferença.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Exercícios de imaginação
Vamos imaginar que eu vivo no meio do monte, num sitio isolado. Vamos imaginar que, para chegar até casa, tenho que percorrer caminhos de cabras, enlameados, com buracos do tamanho de uma cratera da lua. Vamos imaginar que eu vou comprar um carro, para me deslocar de casa até outros locais no meio da civilização. Posso optar por um Jaguar ou por um 4x4. A escolha seria?
Agora vamos imaginar que eu vivo num país banhado pelo Oceano Atlântico...
Será necessário desenvolver mais?
Agora vamos imaginar que eu vivo num país banhado pelo Oceano Atlântico...
Será necessário desenvolver mais?
Chinesices
Há alturas em que apenas me apetece ser amarga. Noutras apenas desejo ser doce. E no fim das contas sou como aquelas coisas que as pessoas comem nos restaurantes chineses, agridoce.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Dias de felicidade
A continuar neste ritmo, 2011 corre o risco de se tornar num dos melhores anos das ultimas décadas. E sim, hoje estou muito feliz.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Constatação #4
Há alturas em que não basta olhar, é necessário ver. E há outras alturas em que, quanto menos virmos, melhor. E isto, não só parece, como é uma verdade à La Palice.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Fadiga
Quem se lembrou de pôr uma senhora a gritar e a fazer marcha no telejornal da RTP2. Depois de assistir durante cinco minutos mudei para os "Malucos do riso". Sempre é menos cansativo.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Palavras que eu gostaria de ter escrito #2
As Janelas
Nestas salas escuras, onde vou passando
dias pesados, para cá e para lá ando
à descoberta das janelas. - Uma janela
quando abrir será uma consolação. -
Mas as janelas não se descobrem, ou não hei-de conseguir
descobri-las. E é melhor talvez não as descobrir.
Talvez a luz seja uma nova subjugação.
Quem sabe que novas coisas nos mostrará ela.
Poemas e prosas, Konstandinos Kavafis, pp.83. Relógio D' Água
Nestas salas escuras, onde vou passando
dias pesados, para cá e para lá ando
à descoberta das janelas. - Uma janela
quando abrir será uma consolação. -
Mas as janelas não se descobrem, ou não hei-de conseguir
descobri-las. E é melhor talvez não as descobrir.
Talvez a luz seja uma nova subjugação.
Quem sabe que novas coisas nos mostrará ela.
Poemas e prosas, Konstandinos Kavafis, pp.83. Relógio D' Água
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Constatação #3
Escuta o que te digo com atenção. As tuas expectativas são demasiado altas e a nossa capacidade de nos superarmos é limitada. Cada uma de nós vai, inevitavelmente, acabar por desiludir-te. Mais vale resignares-te e aceitares-nos as limitações.
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