terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Fadiga
Quem se lembrou de pôr uma senhora a gritar e a fazer marcha no telejornal da RTP2. Depois de assistir durante cinco minutos mudei para os "Malucos do riso". Sempre é menos cansativo.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Palavras que eu gostaria de ter escrito #2
As Janelas
Nestas salas escuras, onde vou passando
dias pesados, para cá e para lá ando
à descoberta das janelas. - Uma janela
quando abrir será uma consolação. -
Mas as janelas não se descobrem, ou não hei-de conseguir
descobri-las. E é melhor talvez não as descobrir.
Talvez a luz seja uma nova subjugação.
Quem sabe que novas coisas nos mostrará ela.
Poemas e prosas, Konstandinos Kavafis, pp.83. Relógio D' Água
Nestas salas escuras, onde vou passando
dias pesados, para cá e para lá ando
à descoberta das janelas. - Uma janela
quando abrir será uma consolação. -
Mas as janelas não se descobrem, ou não hei-de conseguir
descobri-las. E é melhor talvez não as descobrir.
Talvez a luz seja uma nova subjugação.
Quem sabe que novas coisas nos mostrará ela.
Poemas e prosas, Konstandinos Kavafis, pp.83. Relógio D' Água
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Constatação #3
Escuta o que te digo com atenção. As tuas expectativas são demasiado altas e a nossa capacidade de nos superarmos é limitada. Cada uma de nós vai, inevitavelmente, acabar por desiludir-te. Mais vale resignares-te e aceitares-nos as limitações.
Incongruências e preconceitos
Se fosse mulher e tivesse morrido em casa pelas mãos do marido, era vítima de violência doméstica. Como era homossexual e morreu em Nova York pelas mãos do amigo, é um velho tarado. E no final das contas, se analisarmos bem, o erro cometido é sempre o mesmo - confiança e amor nos e pelos homens.
Visões
Vejo-te todos os dias após acordar, e continuo a ver-te pelo dia fora, e vejo-te até chegar a noite, e em certos dias vejo-te até adormecer. Tu certificas-te que estão reunidas as condições para que te veja, mas também para que saiba que estás sempre à distância do esticar de um braço mais uns centímetros. E por isso posso ver-te, vejo-te, mas por muito que me estique, nunca consigo alcançar-te.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Não acredites em tudo o que te dizem
Tu és jovem. Ainda sabes pouco sobre a vida. Aparece um sujeito mais velho que te vai dando conselhos. Tu, que percebes que ele vai tendo algum sucesso junto do sexo feminino, acreditas nas suas palavras e pões em prática os ensinamentos do mestre. E depois não compreendes porque não resultou, porque estás sozinho, debaixo da chuva da noite, a olhar o horizonte, enquanto ela se afasta com o teu guarda-chuva.
Então eu explico-te. Ele não sabe nada. Vai tendo sorte porque tem muita lábia e bom ar, e as mulheres, quando querem, (quando lhes aparece um homem apetecível à frente) caem em qualquer conversa.
Por isso te digo. Se uma mulher te pedir um abraço, não avalies isso como um triunfo. Nunca o faças. Prepara-te apenas para o pior, porque a desgraça está iminente. Quando uma mulher te pede um abraço, fica em vantagem. Não foste capaz de lho dar sem que ela o pedisse. Foi necessário que ela engolisse todo o orgulho feminino e verbalizasse que necessitava de sentir os teus braços em seu redor. E tu não sabes, mas a coisa que as mulheres mais abominam é que as façam pedir aquilo que desejam. Por isso, na primeira oportunidade vai atirar-te à cara que teve que te pedir, que tu nem sequer foste suficientemente capaz de adivinhar a sua necessidade. Vai dramatizar e organizar uma teoria maquiavélica em redor do teu acto de a abraçar a pedido. Vai contrapor todos os teus argumentos e ganhar a discussão, nem que para isso tenha que recorrer à mais baixa das armas, o choro. Tu, perante o fungar do nariz vermelho e não conseguindo conviver com as lágrimas que escorrem pelo seu rosto, vais ceder e assumir a culpa. E nesse momento acabaste de desgraçar a tua vida, pois passarás a ser o seu escravo emocional, vitima de novas cenas dramáticas que surgirão em resposta a cada contrariedade que inflijas à mulher em causa.
Por isso te digo jovem rapaz:
- Se não conseguires perceber que a mulher necessita de um abraço e ela tiver que o pedir, arranja maneira de lhe negar o amplexo e corta o mal pela raiz. Só assim conseguirás salvar a tua alma da fogueira do inferno em que ela irá transformar a tua existência.
Então eu explico-te. Ele não sabe nada. Vai tendo sorte porque tem muita lábia e bom ar, e as mulheres, quando querem, (quando lhes aparece um homem apetecível à frente) caem em qualquer conversa.
Por isso te digo. Se uma mulher te pedir um abraço, não avalies isso como um triunfo. Nunca o faças. Prepara-te apenas para o pior, porque a desgraça está iminente. Quando uma mulher te pede um abraço, fica em vantagem. Não foste capaz de lho dar sem que ela o pedisse. Foi necessário que ela engolisse todo o orgulho feminino e verbalizasse que necessitava de sentir os teus braços em seu redor. E tu não sabes, mas a coisa que as mulheres mais abominam é que as façam pedir aquilo que desejam. Por isso, na primeira oportunidade vai atirar-te à cara que teve que te pedir, que tu nem sequer foste suficientemente capaz de adivinhar a sua necessidade. Vai dramatizar e organizar uma teoria maquiavélica em redor do teu acto de a abraçar a pedido. Vai contrapor todos os teus argumentos e ganhar a discussão, nem que para isso tenha que recorrer à mais baixa das armas, o choro. Tu, perante o fungar do nariz vermelho e não conseguindo conviver com as lágrimas que escorrem pelo seu rosto, vais ceder e assumir a culpa. E nesse momento acabaste de desgraçar a tua vida, pois passarás a ser o seu escravo emocional, vitima de novas cenas dramáticas que surgirão em resposta a cada contrariedade que inflijas à mulher em causa.
Por isso te digo jovem rapaz:
- Se não conseguires perceber que a mulher necessita de um abraço e ela tiver que o pedir, arranja maneira de lhe negar o amplexo e corta o mal pela raiz. Só assim conseguirás salvar a tua alma da fogueira do inferno em que ela irá transformar a tua existência.
Ricos leitores que eu arranjei.
Então eu pespego um erro ortográfico monumental no post anterior e não há uma alma caridosa que me avise. Não fosse eu uma rapariga que gosta de olhar para o umbigo recorrentemente, e a nódoa ainda lá estava a macular a minha capacidade de juntar letras.
Gente ingrata, esta que me lê.
Gente ingrata, esta que me lê.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Mode d'emploi
Queres mesmo saber? Tens a certeza? Então eu ensino-te.
Começas por dar-lhe um pedaço de atenção. Não poderá ser em excesso, mas terá que ser em dose suficiente para que repare em ti. Depois de te certificares que foste sinalizado, começas a distribuir atenção por outras, com grande alarido, mas aleatoriamente, para que não pense que desviaste o interesse. Assim captarás a sua atenção. De seguida, e agora que ela já te viu, necessitas de tomar medidas para te distanciares, de forma a que te vislumbre como uma figura misteriosa, quase inalcançável, montada num pedestal. Por breves segundos, e em momentos escolhidos criteriosamente, podes descer à terra e tornar-te quase acessível, quase corpóreo. Nesses instantes aproxima-te dela, até que ela sinta que quase pode tocar-te, e quando estiver quase a chegar a ti, sobes de novo as escadas e voltas à tua torre. Durante estas viagens mostra-lhe que, perto ou distante, a cordialidade é o fio condutor da tua conduta e que nada te desviará dela. Durante estas viagens estuda-a ao pormenor, aprende-lhe todas as vontades e propensões e depois de a saberes de cor, num dia escolhido através de cálculos matemáticos complexos, atira-lhe com um elogio à característica que ela mais valoriza, e depois ignora os agradecimentos dela. Desaparece de novo da sua vista, para que sinta a tua falta. Deixa-a a pensar que foi esquecida. Quando ela pensar que desististe, reaparece e volta a elogia-la e mais que isso, mostra-te interessado pelas suas coisas. Mantém a tua posição de inatingível, mas através de mensagens encriptadas, mostra-lhe que é apenas para o resto do mundo, porque para ela estás à distância de um toque. Basta, para isso, que ela te queira tocar. Deixa-a aproximar-se devagarinho. Deixa-a chegar até ti. Deixa-a sentir que não vais arredar pé dali. E pronto! Ela acabou de render-se e entrega-se a ti. Agora só terás que aprender a mantê-la...
Começas por dar-lhe um pedaço de atenção. Não poderá ser em excesso, mas terá que ser em dose suficiente para que repare em ti. Depois de te certificares que foste sinalizado, começas a distribuir atenção por outras, com grande alarido, mas aleatoriamente, para que não pense que desviaste o interesse. Assim captarás a sua atenção. De seguida, e agora que ela já te viu, necessitas de tomar medidas para te distanciares, de forma a que te vislumbre como uma figura misteriosa, quase inalcançável, montada num pedestal. Por breves segundos, e em momentos escolhidos criteriosamente, podes descer à terra e tornar-te quase acessível, quase corpóreo. Nesses instantes aproxima-te dela, até que ela sinta que quase pode tocar-te, e quando estiver quase a chegar a ti, sobes de novo as escadas e voltas à tua torre. Durante estas viagens mostra-lhe que, perto ou distante, a cordialidade é o fio condutor da tua conduta e que nada te desviará dela. Durante estas viagens estuda-a ao pormenor, aprende-lhe todas as vontades e propensões e depois de a saberes de cor, num dia escolhido através de cálculos matemáticos complexos, atira-lhe com um elogio à característica que ela mais valoriza, e depois ignora os agradecimentos dela. Desaparece de novo da sua vista, para que sinta a tua falta. Deixa-a a pensar que foi esquecida. Quando ela pensar que desististe, reaparece e volta a elogia-la e mais que isso, mostra-te interessado pelas suas coisas. Mantém a tua posição de inatingível, mas através de mensagens encriptadas, mostra-lhe que é apenas para o resto do mundo, porque para ela estás à distância de um toque. Basta, para isso, que ela te queira tocar. Deixa-a aproximar-se devagarinho. Deixa-a chegar até ti. Deixa-a sentir que não vais arredar pé dali. E pronto! Ela acabou de render-se e entrega-se a ti. Agora só terás que aprender a mantê-la...
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Cada um é para o que nasce
O dia em que o Nick resolveu ir ao "Idolos" imitar o Padre Borga, mas reprovou nos testes de voz.
Belzebu
Nas conversas imaginárias que vou desenvolvendo contigo exiges-me insistentemente que reponha a verdade. Refuto os teus argumentos até ao limite, mas acabo por aceder. O inferno, fui eu quem o criou, sou eu quem o comanda. Tu és apenas o meu criado. Aquele que alimenta o fogo com o carvão, fazendo a fogueira arder em labaredas galopantes. Aquele que, com vergonha, quando o admoestam, esconde a pá atrás das costas.
2011
Chegou calmamente. Apanhou-me entre alguns dos seres que me são mais queridos. Deixou-se festejar sem alaridos ou excessos.
Depois de passada a hora H afastei-me, e do cimo da minha colina, com um cigarro entre os dedos e um copo de vinho na outra mão, contemplei as luzes das minhas cidades, das minhas 3 cidades, e formulei o desejo:
"- Que 2011 não seja pior que os 36 anos que o antecederam!"
Depois de passada a hora H afastei-me, e do cimo da minha colina, com um cigarro entre os dedos e um copo de vinho na outra mão, contemplei as luzes das minhas cidades, das minhas 3 cidades, e formulei o desejo:
"- Que 2011 não seja pior que os 36 anos que o antecederam!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)