terça-feira, 19 de outubro de 2010
Causa-Efeito
Ele ameaçou.
Ela pediu-lhe que não concretizasse a ameaça.
Ele fez "orelhas moucas" e tratou de pôr em prática o plano.
Ela ficou triste, refugiou-se no casulo, e desta vez só sairá de lá borboleta.
Ele? Sabe-se lá. Já não se sabe há muito. E não tarda, não se quererá voltar a saber.
Ela pediu-lhe que não concretizasse a ameaça.
Ele fez "orelhas moucas" e tratou de pôr em prática o plano.
Ela ficou triste, refugiou-se no casulo, e desta vez só sairá de lá borboleta.
Ele? Sabe-se lá. Já não se sabe há muito. E não tarda, não se quererá voltar a saber.
domingo, 17 de outubro de 2010
A casa dos homens maus
Já conhece os cantos à casa, mas cada vez que toca à campaínha da porta, fa-lo com um misto de excitação e curiosidade. Nunca sabe o que vai encontrar em cada visita. Já não fazia uma visita há cerca de 2 anos, mas ainda se recordavam do seu rosto. Esqueceu-se de que terá que passar
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Definições
"...ora mau é esse amante segundo o Eros vulgar, mais enamorado corpo do que da alma; é que não há nada nele de estável, visto que nada de estável é objecto do seu amor, e, desde que o corpo perdeu a flor da sua perfeição, "desprende-se e voa" renegando sem pudor tantas belas palavras tantos compromissos. Pelo contrário, aquele que está enamorado da beleza do carácter, assim fica toda a vida, visto que é à estabilidade que se agarra."
O Banquete, Platão. 380 a. C.
"O amor é uma entidade emotiva especifica, consistindo numa variação mais ou menos permanente do estado afectivo e mental de um individuo, na ocasião da realização - pela acção fortuita de um processo mental especializado - de uma sistematização exclusiva e consciente do seu instinto sexual, sobre um indivíduo do outro sexo. Na maioria das vezes, este fenómeno não se produz sem exaltação do desejo."
A psychologia do amôr, Gaston Danville. 1894
"É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade"
Rimas, Luis de Camões. 1595
O Banquete, Platão. 380 a. C.
"O amor é uma entidade emotiva especifica, consistindo numa variação mais ou menos permanente do estado afectivo e mental de um individuo, na ocasião da realização - pela acção fortuita de um processo mental especializado - de uma sistematização exclusiva e consciente do seu instinto sexual, sobre um indivíduo do outro sexo. Na maioria das vezes, este fenómeno não se produz sem exaltação do desejo."
A psychologia do amôr, Gaston Danville. 1894
"É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade"
Rimas, Luis de Camões. 1595
Em terras do Sul
O meu querido António e os seus companheiros estarão no próximo sábado em Santiago do Cacém, a fazer aquilo que melhor sabem.
Eu já vi o trabalho deles e adorei.
Vocês têm oportunidade de ver agora. Espreitem aqui e aqui.
Eu já vi o trabalho deles e adorei.
Vocês têm oportunidade de ver agora. Espreitem aqui e aqui.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Diálogos simples
-Tenho saudades tuas - digo eu.
-Eu também tenho saudades tuas - dizes tu.
(E é tão simples. Não é necessária uma equação de 3º grau como resposta. Um "idem aspas" é mais que suficiente.)
-Eu também tenho saudades tuas - dizes tu.
(E é tão simples. Não é necessária uma equação de 3º grau como resposta. Um "idem aspas" é mais que suficiente.)
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Reunião de trabalho
Deixaram-na mais de meia hora à espera, pois foram almoçar não sei onde, local onde se comia muito bem. Ela já estava "a ferver" quanto baste, só por ter que estar presente, mas o atraso deixou-a furiosa. Entraram todos, com um ar algo comprometido. O mais próximo piscou-lhe o olho em sinal de cumplicidade. Ela atirou-lhe um sorriso entre o gélido e o "estás quase perdoado", mas manteve o semblante carregado. Sentaram-se frente-a-frente. O mais distante iniciou o seu discurso de pessoa que se julga sábia, mas cuja conversa é sempre a mesma. O mais próximo provocou-o com uma verdade inabalável que ele não refutou. Foram questionando os presentes e obtendo as respostas que pretendiam.
Por fim, o mais distante perguntou-lhe a opinião. Ela respondeu com segurança e exactidão, revelando elevado conhecimento e competência acima da média. Destacou-se dos outros. Brilhou.
O mais próximo sorriu embevecido. O mais distante estacou entre a admiração e a incredulidade. Não estava à espera de tanto. As mulheres que os acompanhavam não abriram a boca. Depois de concluída a sua intervenção, foi feita a síntese e foram todos dispensados.
Ela saiu de cabeça erguida e com o mesmo ar zangado com que entrou.
Gostou da sua prestação, mas sabe que o brilho que emitiu lhe vai sair caro. É a deixa para que a sua vontade não seja satisfeita, a razão por que ele lhe vai dizer “nem penses mais nisso”. E ela vai ficar exactamente onde está, e vai continuar a perder a graça, em cada ser humano que por ela passa.
Por fim, o mais distante perguntou-lhe a opinião. Ela respondeu com segurança e exactidão, revelando elevado conhecimento e competência acima da média. Destacou-se dos outros. Brilhou.
O mais próximo sorriu embevecido. O mais distante estacou entre a admiração e a incredulidade. Não estava à espera de tanto. As mulheres que os acompanhavam não abriram a boca. Depois de concluída a sua intervenção, foi feita a síntese e foram todos dispensados.
Ela saiu de cabeça erguida e com o mesmo ar zangado com que entrou.
Gostou da sua prestação, mas sabe que o brilho que emitiu lhe vai sair caro. É a deixa para que a sua vontade não seja satisfeita, a razão por que ele lhe vai dizer “nem penses mais nisso”. E ela vai ficar exactamente onde está, e vai continuar a perder a graça, em cada ser humano que por ela passa.
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