quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Quem desce o Chiado, ao fundo...
Estava no Chiado, quem desce, ao fundo. Tinha acabado de pedir o almoço e aguardava que o colocassem num tabuleiro para levar para a praça da alimentação, quando sentiu o telemóvel a vibrar no bolso. Pegou-lhe de imediato e viu as iniciais do Redentor escritas no visor. Atendeu. Do outro lado ele disse-lhe as palavras mágicas. Estava a caminho. Queria vê-la. Combinaram o local do encontro. Ela pediu apressadamente que lhe embalassem o almoço e partiu desenfreada. Tinha perdido a fome no exacto momento em que o telefone vibrou. Adivinhou o que aí vinha. Deslocou-se para a estação de Metro mais próxima e dirigiu-se ao local combinado. O percurso pareceu demorar uma vida. O comboio andava vagaroso, parecendo querer contrariar-lhe a vontade de se teletransportar.
Finalmente chegou. Procurava o local de encontro, pedia coordenadas a alguém que passava, quando finalmente o viu. Estava à sua espera com o sorriso aberto de sempre.
Disse-lhe que tinha muito pouco tempo, que não poderia demorar. Convidou-a para um café rápido. O sorriso que apresentava desvaneceu-se aos poucos, dando lugar a duas rugas entre as sobrancelhas. Ela disse-lhe que o achava estranho e com um aspecto cansado. Ele confirmou o cansaço mas não a estranheza. Conversaram sobre banalidades. Ela olhou-o nos olhos. Ele fugiu sempre com o olhar. Não consegue encara-la. Teme as consequências. Daí a nada disse-lhe que devia ir embora, que não tinha mais tempo. Acompanhou-a até à entrada da estação de Metro e pediu-lhe desculpa. Abraçaram-se na despedida. Ele rapidamente desfez o abraço, para de novo a agarrar e outra vez a largar, como se o toque o queimasse. Como se o toque aumentasse a culpa. Ela sorriu e disse-lhe que ele cheirava bem. Ele ignorou o comentário dela. Viraram costas e caminharam em direcções opostas. Ela ainda olhou para trás, mas ele já tinha desaparecido.
Dirigiu-se a casa, pois já não lhe apetecia voltar ao Chiado, ou sequer ler o jornal na esplanada do Hotel como tinha projectado. Tinha trocado todos os seus planos por 10 minutos de um sonho. Entrou no comboio e sentou-se. Fez o caminho anestesiada. Chegou a casa, comeu a refeição que já tinha arrefecido entretanto e deitou-se no sofá a ler, até que adormeceu. Sonhou com um encontro de 10 minutos. Acordou. Tomou banho. Vestiu-se e voltou à rua para jantar com amigos. Só se permitiu reflectir quando se deitou na cama. Nessa altura decidiu que não quer voltar a ver as rugas da culpa estampadas no rosto dele. Decidiu que é hora de actuar, que é hora de parar a dor que a corrói. Compreendeu que não o conseguirá com qualquer paracetamol. Não. Grandes dores exigem grandes remédios. Vai proceder a uma intervenção radical. Vai amputar o membro dorido e depois vai acalmar o corpo com morfina.
Constatação alargada
Antes de mais, e para que não se pense que sou feminista ou algo que se pareça, eu sei que há homens bons, mesmo excelentes, ou quase perfeitos. E como sei eu, que existem? Porque já ouvi relatos de outras mulheres que referiam a sua existência. Tenho uma amiga ou outra que conseguiu abarbatar um para si, e que agora, como seria de esperar, não o quer largar.
Contudo, essa categoria de homens é escassa e os mesmos andam escondidos e bem escondidos, ou ocupados e bem ocupados.
Já os restantes indivíduos do sexo masculino são gente imperfeita que, na maioria dos casos não interessa conhecer.
Ontem escrevi um post sobre uma determinada franja de homens. Fui questionada acerca das observações que apresentei. Decidi, por isso, desenvolver melhor a teoria que, por preguiça, resumi em poucas linhas.
Escrevia então sobre os homens arrogantes que maltratam as mulheres que os seguem. Antes de mais, convêm clarificar que quando se fala em maltratar, não se pretende fazer referência à violência física, (porque nesse caso estariamos a falar de outro tipo bem diferente de homens), mas sim aquelas pequenas coisas como a falta de respeito, a má educação, a desatenção persistente e outras que tal.
Estes homens arrogantes, habitualmente têm bastante dinheiro, ou se não têm, tentam fazer os outros crer que sim. Vestem roupas de marca, têm carros de luxo, viajam constantemente, frequentam lugares caros, mesmo que tudo isso os deixe empenhados até à medula.
Gostam de coleccionar mulheres, frequentemente mais do que uma de cada vez. Costumam ter sucesso entre elas, o que lhes facilita a rotatividade e lhes permite, durante um período da sua vida, trocar de parceira com a mesma periodicidade com que trocam de lençóis. Mas, a dada altura acabam por sentir necessidade de assentar arraiais e escolher aquela que os vai acompanhar por um tempo mais alargado. E é nessa altura que escolhem ou uma pobre coitada, que só dá graças ao Senhor por lhe ter calhado um homem daqueles na rifa, ou uma outra não tão pobre, nem tão coitada, que apenas tem interesse no dinheiro que ele tem, ou aparenta ter. E escolhem entre uma delas por uma questão de selecção natural, pois nenhuma outra mulher irá alimentar todas as necessidades de segurança e afirmação que ele possa ter, sem questionar ou pôr em causa a relação.
Com estas companheiras formam casais felizes porque as necessidades básicas de ambos estão satisfeitas. Eles encontram alguém que lhes vai afagando o ego e que podem espezinhar à vontade, sem correr o risco de represálias. Elas têm aquilo porque tanto almejavam. No primeiro caso, um homem, no segundo, uma conta bancária recheada (mesmo que de faz-de-conta).
(Não, não estou a falar de ninguém em concreto. Escusam de telefonar a perguntar. Apenas me apeteceu estereotipar)
Contudo, essa categoria de homens é escassa e os mesmos andam escondidos e bem escondidos, ou ocupados e bem ocupados.
Já os restantes indivíduos do sexo masculino são gente imperfeita que, na maioria dos casos não interessa conhecer.
Ontem escrevi um post sobre uma determinada franja de homens. Fui questionada acerca das observações que apresentei. Decidi, por isso, desenvolver melhor a teoria que, por preguiça, resumi em poucas linhas.
Escrevia então sobre os homens arrogantes que maltratam as mulheres que os seguem. Antes de mais, convêm clarificar que quando se fala em maltratar, não se pretende fazer referência à violência física, (porque nesse caso estariamos a falar de outro tipo bem diferente de homens), mas sim aquelas pequenas coisas como a falta de respeito, a má educação, a desatenção persistente e outras que tal.
Estes homens arrogantes, habitualmente têm bastante dinheiro, ou se não têm, tentam fazer os outros crer que sim. Vestem roupas de marca, têm carros de luxo, viajam constantemente, frequentam lugares caros, mesmo que tudo isso os deixe empenhados até à medula.
Gostam de coleccionar mulheres, frequentemente mais do que uma de cada vez. Costumam ter sucesso entre elas, o que lhes facilita a rotatividade e lhes permite, durante um período da sua vida, trocar de parceira com a mesma periodicidade com que trocam de lençóis. Mas, a dada altura acabam por sentir necessidade de assentar arraiais e escolher aquela que os vai acompanhar por um tempo mais alargado. E é nessa altura que escolhem ou uma pobre coitada, que só dá graças ao Senhor por lhe ter calhado um homem daqueles na rifa, ou uma outra não tão pobre, nem tão coitada, que apenas tem interesse no dinheiro que ele tem, ou aparenta ter. E escolhem entre uma delas por uma questão de selecção natural, pois nenhuma outra mulher irá alimentar todas as necessidades de segurança e afirmação que ele possa ter, sem questionar ou pôr em causa a relação.
Com estas companheiras formam casais felizes porque as necessidades básicas de ambos estão satisfeitas. Eles encontram alguém que lhes vai afagando o ego e que podem espezinhar à vontade, sem correr o risco de represálias. Elas têm aquilo porque tanto almejavam. No primeiro caso, um homem, no segundo, uma conta bancária recheada (mesmo que de faz-de-conta).
(Não, não estou a falar de ninguém em concreto. Escusam de telefonar a perguntar. Apenas me apeteceu estereotipar)
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Constatação
Os homens arrogantes, que insistem em maltratar as mulheres, têm habitualmente dois tipos de candidatas a parceiras românticas: as lorpas que têm medo de ficar sozinhas a vida toda e acreditam que qualquer homem lhes serve, e as que apenas têm interesse no seu dinheiro.
Depois vamos ver e formam, com elas, casais felizes. Não serão eles e elas os mais adaptados à realidade?
Depois vamos ver e formam, com elas, casais felizes. Não serão eles e elas os mais adaptados à realidade?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Já era tempo de teres juizo
Se calhar aquele café às 18:30, no Magestic, não foi a melhor ideia do mundo. Principalmente para quem já não bebia café há mais de dois meses. Pronto! Agora é só esperar que o sono chegue.... O que é capaz de demorar, tendo em conta que nem sequer se vislumbra um pequeno bocejo.
Não me convenço, faças tu o que fizeres.
Podemos tentar esquecer o assunto, negá-lo, evitar falar dele, mas não será por isso que deixaremos de saber que ele está lá. E acima de tudo, não será por isso que deixaremos de o sentir.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Maldade #1
Como deixar um chefe, cujas competências informáticas não são propriamente muito desenvolvidas, e que às vezes é um bocado distraído, à toa uma tarde inteira:
- esperar por um dia em que a equipa de informáticos esteja ausente;
- entrar no sistema informático que se utiliza na empresa, no computador do chefe, com a nossa conta, a pedido do mesmo, logo a seguir ao almoço;
- deixar "por esquecimento" a sessão aberta;
- passar a tarde em reunião de equipa, no qual o chefe não participa.
E depois, entrar no gabinete dele no final da tarde e vê-lo a arrancar os cabelos, porque perdeu todos os privilégios de administrador.
- esperar por um dia em que a equipa de informáticos esteja ausente;
- entrar no sistema informático que se utiliza na empresa, no computador do chefe, com a nossa conta, a pedido do mesmo, logo a seguir ao almoço;
- deixar "por esquecimento" a sessão aberta;
- passar a tarde em reunião de equipa, no qual o chefe não participa.
E depois, entrar no gabinete dele no final da tarde e vê-lo a arrancar os cabelos, porque perdeu todos os privilégios de administrador.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mais uma batalha ganha
Consegui fazer-te reagir aos estímulos. Foi uma reacção ténue, quase imperceptível, mas os meus aparelhos de medida são sensíveis às pequenas variações do teu ser e acusaram o estremecimento. A esperança regressou ao lar. E tu virás com ela, mais dia, menos dia.
Olha-me o miúdo
Ontem, no meio de uma animada discussão em que o tema era a satisfação de um pedido que recorrentemente faço, e que já justifiquei várias vezes, ele sai-se com esta:
- A senhora é muito esquisita.
Respondi prontamente que ele estava a confundir palavras. Eu até poderia ser esquisita, mas naquele contexto concreto, a palavra a usar seria outra. Ou seja, eu até sou uma pessoa esquisita, no sentido que poderei ser estranha, mas naquele caso estou apenas a ser exigente.
A discussão continuou e eu resolvi dizer-lhe que procurasse os significados no dicionário e posteriormente poderíamos então discutir.
Ele foi mesmo procurar, escreveu-os numa folha de papel que me entregou, tendo o cuidado de referir que a minha descrição estava sublinhada. Aos olhos dele eu sou:
E tudo isto porque eu peço que me acendam uma luz, sem a qual não consigo ver suficientemente bem para realizar o meu trabalho. Parece-me teremos novos desenvolvimentos. E não há-de tardar muito.
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