terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Hoje tenho dois desejos...
(passear pela Ilha do Ermal e
jantar no Victor, num sábado à noite)
...e nenhum dos dois se vai concretizar.
jantar no Victor, num sábado à noite)
...e nenhum dos dois se vai concretizar.
Este post tem linguagem menos própria...
...e portanto, as pessoas que não gostam de palavrões, deverão abster-se de o ler.
Eu nunca mais volto ao cinema. Juro que não volto. Ou então, se alguma alma me quiser arrastar até a uma dessas salas do demo, terá que me garantir por escrito que o filme tem apenas cenas de pancadaria, explosões a cada 30 segundos e sangue com fartura. Caso contrário, ninguém me apanha lá dentro.
É que, por vezes, o coração parte-se-nos aos bocadinhos. Nós temos um trabalhão a encaixar os pedaços no sítio e a colar tudo direitinho. Entretanto, a cola que usamos, que era a que tínhamos à mão, era daquela rasca, comprada na loja do oriental, que à mínima humidade, lá se vai. Mas nós achamos que não, que aquilo aguenta uma vida.
Então, um belo dia saímos de casa e vamos todos contentes ver um filme. Estamos até divertidos, porque era uma história para fazer rir, quando nos deparamos com o facto de a puta da ficção estar a imitar a nossa realidade. Não conseguimos manter a compostura e inundamos a sala com lágrimas. Ora, o cabrão do coração que estava colado com a cola merdosa, graças aos rios de água que correm, escaqueira-se todo de novo. E pronto. Voltamos ao início.
E eu juro. Eu nunca mais vou ao cinema. É que não vou mesmo. Não estou para esta merda.
Eu nunca mais volto ao cinema. Juro que não volto. Ou então, se alguma alma me quiser arrastar até a uma dessas salas do demo, terá que me garantir por escrito que o filme tem apenas cenas de pancadaria, explosões a cada 30 segundos e sangue com fartura. Caso contrário, ninguém me apanha lá dentro.
É que, por vezes, o coração parte-se-nos aos bocadinhos. Nós temos um trabalhão a encaixar os pedaços no sítio e a colar tudo direitinho. Entretanto, a cola que usamos, que era a que tínhamos à mão, era daquela rasca, comprada na loja do oriental, que à mínima humidade, lá se vai. Mas nós achamos que não, que aquilo aguenta uma vida.
Então, um belo dia saímos de casa e vamos todos contentes ver um filme. Estamos até divertidos, porque era uma história para fazer rir, quando nos deparamos com o facto de a puta da ficção estar a imitar a nossa realidade. Não conseguimos manter a compostura e inundamos a sala com lágrimas. Ora, o cabrão do coração que estava colado com a cola merdosa, graças aos rios de água que correm, escaqueira-se todo de novo. E pronto. Voltamos ao início.
E eu juro. Eu nunca mais vou ao cinema. É que não vou mesmo. Não estou para esta merda.
Cooperação? Competição? Ou apenas gente mesquinha?
Há pouco, num momento de insanidade temporária, resolvi assistir ao famoso programa Projecto Moda. Já tinha visto o primeiro episódio e considerado que não valeria a pena voltar a ver qualquer outro. Mas hoje, a curiosidade venceu e lá estive eu coladinha à televisão, enquanto passava alguma roupa a ferro.
Não vou falar da prestação da Nayma como apresentadora, porque sobre isso já muitos dissertaram, nem sequer das criações apresentadas, cuja caracterização implicaria um elevado gasto de vocabulário menos próprio.
O que me leva a escrever sobre este assunto, foi uma pequena conversa entre duas das participantes que ocorreu mesmo no final e que me catapultou para os meus anos de Faculdade.
Dizia uma das senhoras, que um dos rapazes apenas tinha conseguido qualificar-se graças à ajuda que a mesma lhe tinha dado. E continuava dizendo que se soubesse não o teria ajudado, porque ela mesma tinha corrido riscos de ser eliminada. Ao que parece, o trapinho do rapaz tinha obtido uma melhor classificação do que o da senhora que o ajudou a costurar, o que deixou a senhora em causa, bastante descontente e chorosa.
E esta conversa fez-me voltar aos meus 18 anos, altura em que frequentava a Faculdade. Eu era uma aluna excelente na Estatística, na Genética e nas Biologias. Mas quando se tratava de disciplinas de paleio, não tinha grande paciência, e sempre que podia baldava-me ou desviava a atenção nas aulas para outras coisas, e por isso não tirava grandes apontamentos. Ora, um belo dia, quando pedia a uma colega de curso que me emprestasse o caderno para fotocopiar e estudar para o exame, ela respondeu-me aos gritos e com as lágrimas nos olhos:
- Nem penses. Se eu te emprestar o caderno, tu ainda tiras outra vez melhor nota que eu.
Eu agradeci e assegurei-lhe que não voltaria a pedir.
Continuei, tal como até aí, a ajudar os colegas nas disciplinas que para mim eram mais fáceis, e encontrei forma de ter apontamentos das disciplinas menos agradáveis. Continuei a tirar melhores notas que a colega que me recusou os cadernos. Mas penso, que ainda hoje ela não compreendeu que as minhas notas se deviam ao facto de as possuir competências cognitivas superiores às suas. E quanto a isso, ela nada poderia ou pode fazer.
Moral da história: Passar roupa a ferro ininterruptamente faz mal ao cérebro e conduz a comportamentos desadequados. A melhor terapia é ver de seguida vários episódios da série Lie to me. Ainda por cima, se começarem com banda sonora do Leonard Cohen.
Não vou falar da prestação da Nayma como apresentadora, porque sobre isso já muitos dissertaram, nem sequer das criações apresentadas, cuja caracterização implicaria um elevado gasto de vocabulário menos próprio.
O que me leva a escrever sobre este assunto, foi uma pequena conversa entre duas das participantes que ocorreu mesmo no final e que me catapultou para os meus anos de Faculdade.
Dizia uma das senhoras, que um dos rapazes apenas tinha conseguido qualificar-se graças à ajuda que a mesma lhe tinha dado. E continuava dizendo que se soubesse não o teria ajudado, porque ela mesma tinha corrido riscos de ser eliminada. Ao que parece, o trapinho do rapaz tinha obtido uma melhor classificação do que o da senhora que o ajudou a costurar, o que deixou a senhora em causa, bastante descontente e chorosa.
E esta conversa fez-me voltar aos meus 18 anos, altura em que frequentava a Faculdade. Eu era uma aluna excelente na Estatística, na Genética e nas Biologias. Mas quando se tratava de disciplinas de paleio, não tinha grande paciência, e sempre que podia baldava-me ou desviava a atenção nas aulas para outras coisas, e por isso não tirava grandes apontamentos. Ora, um belo dia, quando pedia a uma colega de curso que me emprestasse o caderno para fotocopiar e estudar para o exame, ela respondeu-me aos gritos e com as lágrimas nos olhos:
- Nem penses. Se eu te emprestar o caderno, tu ainda tiras outra vez melhor nota que eu.
Eu agradeci e assegurei-lhe que não voltaria a pedir.
Continuei, tal como até aí, a ajudar os colegas nas disciplinas que para mim eram mais fáceis, e encontrei forma de ter apontamentos das disciplinas menos agradáveis. Continuei a tirar melhores notas que a colega que me recusou os cadernos. Mas penso, que ainda hoje ela não compreendeu que as minhas notas se deviam ao facto de as possuir competências cognitivas superiores às suas. E quanto a isso, ela nada poderia ou pode fazer.
Moral da história: Passar roupa a ferro ininterruptamente faz mal ao cérebro e conduz a comportamentos desadequados. A melhor terapia é ver de seguida vários episódios da série Lie to me. Ainda por cima, se começarem com banda sonora do Leonard Cohen.
domingo, 29 de agosto de 2010
Dans le désert...
...de mon coeur.
(Nos útimos dias tenho sentido um inusitado interesse pela música francesa. Os anglo-americanos que se cuidem.)
sábado, 28 de agosto de 2010
Apenas.
Ele parte sempre no início da madrugada. Ela, invariavelmente, fica mais um bocadinho a saborear. E dentro do seu corpo ainda estremecido, ela sente-se uma gaivota; solitária, livre, mas marcada para toda a vida.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Não compreendo.
O que procuras?
Mais sinais negativos? Um erro crasso? A ordem de despejo? A confirmação definitiva?
É escusado. Podes procurar em todo o lado. Não vais encontrar nada que não seja eu. Eu, despida de disfarces e embustes. Eu, pronta para aceitar as ordens do destino.
Mais sinais negativos? Um erro crasso? A ordem de despejo? A confirmação definitiva?
É escusado. Podes procurar em todo o lado. Não vais encontrar nada que não seja eu. Eu, despida de disfarces e embustes. Eu, pronta para aceitar as ordens do destino.
Uma surpresa para o Pocoyo
Pois. Parece que os amigos do Pocoyo são um bocadinho distraídos. É que na verdade, ele faz anos hoje.
Feliz aniversário meu querido Pocoyo!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Urbanidades
Estes anjos lavam muito bem o cabelo, mas ainda lavam melhor a alma.
E o meu anjo chama-se Manú.
E o meu anjo chama-se Manú.
Certinho, certinho.
E não é que agora lhe deu para implicar comigo. Ou isso, ou ando a desenvolver uma F22.0 Perturbação Delirante [297.1]*.
*DSM -IV
*DSM -IV
Mutações
A Helena sucumbiu e no seu lugar despontou outra mulher.
Chama-se Penélope e, se necessário for, aprenderá a fazer tricô.
Chama-se Penélope e, se necessário for, aprenderá a fazer tricô.
Causa de morte
Viu a coisa complicada, quando uma chuva fora de tempo transformou o carro que seguia à sua frente numa bailarina de piruetas, e obrigou o condutor a imobiliza-lo mesmo no meio da faixa de rodagem. Tinha guardado a distância de segurança e, apesar do seu carro ter feito um belo número de patinagem, conseguiu evitar danos quer em si própria, quer na viatura, quer em qualquer outro elemento da paisagem que a rodeava.
Seguiu o seu caminho tentando refrear a adrenalina que lhe corria no sangue e atentando a cada pormenor que a rodeava. Não lhe apetecia ter que repetir a proeza. Acabou por chegar ao destino sem mais contratempos.
Não tinham passado ainda 3 horas do sucedido, eis quando, após alguns minutos de conversa com o seu interlocutor (se é que se pode chamar conversa, uma vez que nenhum dos dois possuía conhecimentos num mesmo idioma e ambos tentavam comunicar através de uma espécie de linguagem gestual trapalhona) este lhe entrega um papel com um diagnóstico médico. O documento proibia-o de sair de casa e partilhar com o resto do mundo os bacilos que habitam no seu corpo, que lá se multiplicam, que desenvolvem uma série de actividades lúdicas nos seus órgãos vitais, e que alegremente se transportariam para qualquer outro ser humano que se encontrasse na vizinhança. Quiseram, de imediato, leva-la ao hospital e sujeita-la aos mais diversos exames. Recusou e continua a recusar.
No final da noite, depois de um dia inteiro a pensar que estava a viver no fio da navalha, concluiu que o único perigo que a espreita a cada esquina e que ditará a sua sentença final, tem um aspecto doce e apenas a consegue fazer sorrir.
Agora sabe que apenas poderá morrer de uma forma, e que será este o relatório da sua autópsia:
Corpo sem lesões aparentes, com excepção de uma pequena incisão no tórax do lado esquerdo, entre a 3º e a 4ª costela, que indicia ter sido efectuada por um objecto em forma de seta.
A análise dos fluidos corporais revela elevadas quantidades das seguintes substâncias: Norepinefrina, Dopamina, Seratonina, Oxitocina e Vasopressina.
Causa de morte: Envenenamento agudo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Morte ao digital
Vejo-te e revejo-te, a cada momento, na árida planície das minhas recordações. E quando te gasto a imagem que trago dentro de mim, porque a uso em excesso, vou buscar-te aos álbuns fotográficos empoeirados e devoro cada pormenor do teu rosto, enchendo de novo a minha memória com o teu olhar e com o teu sorriso. E suplico aos deuses para que me tragam no vento o cheiro do teu corpo, o sabor da tua pele, o tom doce da tua voz. E quando isso não me basta, carrego-te na mente à hora de dormir, ansiando pela tua visita na terra dos sonhos. E quando acordo de manhã corro à janela, na esperança de avistar o nevoeiro, aquele, no meio do qual, me prometeste regressar.
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