terça-feira, 24 de agosto de 2010
As leis da natureza
Na natureza, é muito fácil a um predador feroz transformar-se em presa. Basta, para isso, que se deixe distrair pelas cores brilhantes do arco-íris.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
E assim se adia o inevitável
Há dias, tal como o de hoje, em que ela tenta a todo o custo esgueirar-se ao fado. Faz fintas, esconde-se, percorre longos e sinuosos caminhos, tentando afastar-se da inquietação.
Mas, toda esta azáfama, apenas serve para a fazer compreender que tudo a que se propôs foi em vão, porque o que realmente quer é voltar ao berço.
Um sentimento assoma-lhe à pele. Compreende que não adianta fugir. No seu íntimo sente que, a cada dia que passa, a tormenta vai tornar-se cada vez mais doce, cada vez mais encantadora.
Mas, toda esta azáfama, apenas serve para a fazer compreender que tudo a que se propôs foi em vão, porque o que realmente quer é voltar ao berço.
Um sentimento assoma-lhe à pele. Compreende que não adianta fugir. No seu íntimo sente que, a cada dia que passa, a tormenta vai tornar-se cada vez mais doce, cada vez mais encantadora.
sábado, 21 de agosto de 2010
A água e a pedra
O protagonista: a água.
A actriz principal: a pedra.
O espaço: a ombreira da porta do Éden.
O tempo: o ontem, o hoje e os amanhãs.
A acção: encontros, desencontros e mais encontros.
Sinopse: a expectativa da materialização do provérbio.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Pois! É assim.
As acções imponderadas são repetidas até à exaustão. A tolerância entra em burn-out. As reacções são catastróficas.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Às escondidas
Andas a brincar às escondidas, mas esqueceste que és um gato, e por isso deixas sempre a ponta do rabo de fora.
Sei que estás aí.
Sei que estás aí.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Sem controlo
As pequenas borboletas que delicadamente depositaste no meu estômago metamorfosearam-se em alarves traças que me consomem velozmente as entranhas.
Se calhar até sei, mas não quero dizer.
- Não sei, não sei e não sei.
- Como é possível não saberes?
- Impossível seria saber.
- Porquê?
- Porque me pedes que defina um conceito que não posso ver, tocar, ouvir, cheirar e principalmente saborear. Pedes-me para definir algo que é apenas uma miragem, que poderá desaparecer se eu der um passo em frente.
- Mas eu consigo defini-lo, apesar de também não o conseguir apreender com os sentidos. E eu preciso de saber.
- E depois, o que farás? Se eu te disser, isso muda alguma coisa?
- Muda, claro. Poderei tomar decisões, alterar tudo, voltar ao principio.
- E o que tu queres é mudar, apagar tudo e regressar à origem?
- Sim. É isso. Por isso te peço que me digas, por favor.
- Então eu digo-te. Digo-te que se o que queres é mudar, então muda, sem estacas ou muletas que te apoiem. E se durante a mudança caíres, só terás que te levantar, e de novo tentar mudar.
- Mas não foi isso que te perguntei.
- Mas isto será tudo o que te direi.
- Como é possível não saberes?
- Impossível seria saber.
- Porquê?
- Porque me pedes que defina um conceito que não posso ver, tocar, ouvir, cheirar e principalmente saborear. Pedes-me para definir algo que é apenas uma miragem, que poderá desaparecer se eu der um passo em frente.
- Mas eu consigo defini-lo, apesar de também não o conseguir apreender com os sentidos. E eu preciso de saber.
- E depois, o que farás? Se eu te disser, isso muda alguma coisa?
- Muda, claro. Poderei tomar decisões, alterar tudo, voltar ao principio.
- E o que tu queres é mudar, apagar tudo e regressar à origem?
- Sim. É isso. Por isso te peço que me digas, por favor.
- Então eu digo-te. Digo-te que se o que queres é mudar, então muda, sem estacas ou muletas que te apoiem. E se durante a mudança caíres, só terás que te levantar, e de novo tentar mudar.
- Mas não foi isso que te perguntei.
- Mas isto será tudo o que te direi.
Não se faz.
Fizeram-me esperar até aos 36 anos, para me mostrar que as benzodiazepinas são o melhor amigo do Homem.
domingo, 15 de agosto de 2010
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