terça-feira, 17 de agosto de 2010
Se calhar até sei, mas não quero dizer.
- Não sei, não sei e não sei.
- Como é possível não saberes?
- Impossível seria saber.
- Porquê?
- Porque me pedes que defina um conceito que não posso ver, tocar, ouvir, cheirar e principalmente saborear. Pedes-me para definir algo que é apenas uma miragem, que poderá desaparecer se eu der um passo em frente.
- Mas eu consigo defini-lo, apesar de também não o conseguir apreender com os sentidos. E eu preciso de saber.
- E depois, o que farás? Se eu te disser, isso muda alguma coisa?
- Muda, claro. Poderei tomar decisões, alterar tudo, voltar ao principio.
- E o que tu queres é mudar, apagar tudo e regressar à origem?
- Sim. É isso. Por isso te peço que me digas, por favor.
- Então eu digo-te. Digo-te que se o que queres é mudar, então muda, sem estacas ou muletas que te apoiem. E se durante a mudança caíres, só terás que te levantar, e de novo tentar mudar.
- Mas não foi isso que te perguntei.
- Mas isto será tudo o que te direi.
- Como é possível não saberes?
- Impossível seria saber.
- Porquê?
- Porque me pedes que defina um conceito que não posso ver, tocar, ouvir, cheirar e principalmente saborear. Pedes-me para definir algo que é apenas uma miragem, que poderá desaparecer se eu der um passo em frente.
- Mas eu consigo defini-lo, apesar de também não o conseguir apreender com os sentidos. E eu preciso de saber.
- E depois, o que farás? Se eu te disser, isso muda alguma coisa?
- Muda, claro. Poderei tomar decisões, alterar tudo, voltar ao principio.
- E o que tu queres é mudar, apagar tudo e regressar à origem?
- Sim. É isso. Por isso te peço que me digas, por favor.
- Então eu digo-te. Digo-te que se o que queres é mudar, então muda, sem estacas ou muletas que te apoiem. E se durante a mudança caíres, só terás que te levantar, e de novo tentar mudar.
- Mas não foi isso que te perguntei.
- Mas isto será tudo o que te direi.
Não se faz.
Fizeram-me esperar até aos 36 anos, para me mostrar que as benzodiazepinas são o melhor amigo do Homem.
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Da felicidade
Há exactamente 1826 dias tornei-me na mulher mais feliz do mundo. Mal eu sabia o que me esperava. Porque, apesar dos desatinos, a felicidade aumenta a cada dia que passa, e tem tendência a piorar.
Parabéns Cácu
Parabéns Cácu
Alívio
O peso do mundo caiu-me nas costas e estava quase a deitar-me por terra. Então apareceste tu, e em poucos minutos, com sábias palavras, aliviaste-o, tiraste-o de cima de mim e permitiste que eu voltasse a andar na posição vertical. És uma fada e o teu dom é o do não julgamento.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Porque não consigo.
Nesta nossa história de (des)amor, eu nunca poderia ser um Robert. Quando muito, uma Francesca, quando muito...
Não te devias esquecer.
"O homem e a mulher não estão feitos para se entenderem, para se amarem, para se fundirem e se confundirem. Pelo contrário, detestam-se e dilaceram-se um ao outro; e se, nesta luta que tem o nome de amor a mulher passa por ser a eterna vítima, na realidade é o homem que se mata e se torna a matar. Porque o macho é o inimigo desajeitado, desatrado, especializado demais. A mulher é a toda poderosa, encontra-se mais à-vontade na vida, tem vários centros erotogénitos, sabe portanto sofrer melhor, tem mais resistência, a sua libido dá-lhe peso, é ela a mais forte. O homem é escravo dela, entrega-se, rebola-se-lhe aos pés, abdica passivamente. Ele padece"
Blaise Cendrars - Moravagine, Edições Cotovia, pp. 89
Está documentado na literatura e na vida real. Se não aguentas, desiste. Se queres persistir, reforça as armas e prepara-te, porque vai doer e vai doer forte.
(Marco, só por este excerto já valeu. Спасибо)
Blaise Cendrars - Moravagine, Edições Cotovia, pp. 89
Está documentado na literatura e na vida real. Se não aguentas, desiste. Se queres persistir, reforça as armas e prepara-te, porque vai doer e vai doer forte.
(Marco, só por este excerto já valeu. Спасибо)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Eu não era assim, mas com a idade...
Hoje, como se já não bastasse o facto de ter tido que me arrastar até ao Centro de Saúde da minha área de residência, experiência por si só suficientemente surrealista, qual não é o meu espanto, e não só, quando vejo que vou ser atendida por uma enfermeira que tinha umas unhas de gel tipo garra, pintadas de vermelho vivo, que nunca na vida conseguiria enfiar numa luva de plástico, pelo menos sem a desfazer aos bocados. E pergunto-me eu: - E se eu fosse com a cabeça partida ou um joelho esfolado? Era aquela senhora que me ia fazer o curativo?
Há coisas que não me entram, não me entram mesmo.
Há coisas que não me entram, não me entram mesmo.
Imprevistos
O impossível entrou-me me casa, por uma janela que deixei entreaberta. Há muito que o esperava, estando certa, contudo, de que não viria. E agora que o tenho aqui, quero enclausurá-lo em mim e nunca mais o deixar sair. E é por isso mesmo que lhe vou escancarar todas as portas e abrir de par em par todas as janelas.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Inacreditável
Quando é que eu poderia imaginar que, um dia, me irias dirigir estas palavras: "essa tua cautela irrita-me!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)