domingo, 15 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Da felicidade

Há exactamente 1826 dias tornei-me na mulher mais feliz do mundo. Mal eu sabia o que me esperava. Porque, apesar dos desatinos, a felicidade aumenta a cada dia que passa, e tem tendência a piorar.

Parabéns Cácu

Alívio

O peso do mundo caiu-me nas costas e estava quase a deitar-me por terra. Então apareceste tu, e em poucos minutos, com sábias palavras, aliviaste-o, tiraste-o de cima de mim e permitiste que eu voltasse a andar na posição vertical. És uma fada e o teu dom é o do não julgamento.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque não consigo.


Nesta nossa história de (des)amor, eu nunca poderia ser um Robert. Quando muito, uma Francesca, quando muito...

Não te devias esquecer.

"O homem e a mulher não estão feitos para se entenderem, para se amarem, para se fundirem e se confundirem. Pelo contrário, detestam-se e dilaceram-se um ao outro; e se, nesta luta que tem o nome de amor a mulher passa por ser a eterna vítima, na realidade é o homem que se mata e se torna a matar. Porque o macho é o inimigo desajeitado, desatrado, especializado demais. A mulher é a toda poderosa, encontra-se mais à-vontade na vida, tem vários centros erotogénitos, sabe portanto sofrer melhor, tem mais resistência, a sua libido dá-lhe peso, é ela a mais forte. O homem é escravo dela, entrega-se, rebola-se-lhe aos pés, abdica passivamente. Ele padece"

Blaise Cendrars - Moravagine, Edições Cotovia, pp. 89

Está documentado na literatura e na vida real. Se não aguentas, desiste. Se queres persistir, reforça as armas e prepara-te, porque vai doer e vai doer forte.

(Marco, só por este excerto já valeu. Спасибо)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eu não era assim, mas com a idade...

Hoje, como se já não bastasse o facto de ter tido que me arrastar até ao Centro de Saúde da minha área de residência, experiência por si só suficientemente surrealista, qual não é o meu espanto, e não só, quando vejo que vou ser atendida por uma enfermeira que tinha umas unhas de gel tipo garra, pintadas de vermelho vivo, que nunca na vida conseguiria enfiar numa luva de plástico, pelo menos sem a desfazer aos bocados. E pergunto-me eu: - E se eu fosse com a cabeça partida ou um joelho esfolado? Era aquela senhora que me ia fazer o curativo?
Há coisas que não me entram, não me entram mesmo.

Imprevistos

O impossível entrou-me me casa, por uma janela que deixei entreaberta. Há muito que o esperava, estando certa, contudo, de que não viria. E agora que o tenho aqui, quero enclausurá-lo em mim e nunca mais o deixar sair. E é por isso mesmo que lhe vou escancarar todas as portas e abrir de par em par todas as janelas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cépticos!

Educações

Compreendemos que não estamos a fazer tudo mal quando eles, com um ar sério de pessoa demasiado crescida, nos dizem: "Mãe, quando tiveres dinheiro compras-me um..."

Dos jogos

Só podes entrar no jogo se estiveres disposto a perder.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Inacreditável

Quando é que eu poderia imaginar que, um dia, me irias dirigir estas palavras: "essa tua cautela irrita-me!"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mente-me, que eu gosto.



(É do conhecimento público que tenho uns gostos muito pouco óbvios, no que respeita aos homens. Pronto, muito pouco obvios é eufemismo, o termo seria mesmo completamente estranhos. Mas convenhamos, o Tim Roth está cada vez mais sexy. Quem diria.)

Hoje é dia de...

Já lhe tinham elogiado a escrita algumas vezes. Em adolescente tinha até ganho um prémio de escrita. Foi um prémio pequeno, um trigésimo lugar ou coisa parecida, mas que lhe deu direito a receber uma t-shirt 3 números acima do seu, que guarda ainda religiosamente. Apesar dos elogios e do modesto prémio, nunca confiou que as coisas que escreve pudessem interessar a alguém que não a si própria. Sempre considerou que da ponta dos dedos apenas lhe saiam banalidades e histórias corriqueiras e, portanto, foi-se abstendo de escrever o que lhe vinha à cabeça.

Um dia, enquanto explorava o blog de uma amiga, que por sinal escreve muito melhor que ela, olhou para o canto superior direito e leu "criar blog". Clicou no link, para ver o que acontecia e de repente, quase sem dar conta, tinha dado à luz o Vida(s) Urbana(s). Não tinha qualquer objectivo quando accionou o botão. Não pensava em sustentar a sua cria, alimentando com letras as páginas em branco que lhe apareciam. Tinha até intenção de a abandonar, mas a verdade é que foi, aos poucos, a um ritmo preguiçoso, ao seu ritmo, que isto da escrita, para ela, nunca foi coisa feita por encomenda, fazendo crescer o enjeitado.
Nos primórdios, não o queria dar a conhecer. Apenas o apresentou a um amigo querido, por ser ele o personagem principal do seu primeiro post. Mas fê-lo jurar segredo eterno. O amigo, incentivou-a a continuar e sem desvendar a autoria, e porque ela lhe pediu, foi divulgando entre a rede de conhecidos. Aos poucos, a palavra foi passando e mais gente foi espreitando e dizendo de sua justiça. E ela gostou do que lhe foram dizendo. E foi continuando. E gostou também de ir encontrando outras pessoas que escrevem e que, ao contrário de si, têm coisas interessantes para dizer ao mundo. E gostou também de poder conviver com essas pessoas, no mundo virtual do ecrã do seu computador.
E hoje, continua a nutrir o blog, porque descobriu que escrever lhe dá prazer e que ler o que escreve lhe agrada muito.

E isto tudo para dizer que anda por aqui exactamente há um ano. Pois. Foi no dia 9 de Agosto de 2009 que o primeiro post deste blog viu a luz do sol.

E por isso, vá lá. Toca de dar os parabéns e miminhos ao menino pequenino. E já agora, à egocêntrica e narcisista mãe do menino também.

domingo, 8 de agosto de 2010

As férias, ai as férias!







Dispensam-se as palavras.