sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lisboa

(Lisboa às tuas costas, Lisboa dentro de casa)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ainda "a procissão vai no adro"

Se eu permitisse ao meu empedernido coração que se perdesse nas vielas da paixão, é quase certo que serias tu o primeiro passante a, por ele, ser chamado.
São as surpresas que a vida nos vai reservando.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quando voltares

Como se não bastassem os estragos que tu foste fazendo, vêm os teus e arrasam novamente com toda a alma lusa. Quanto aos outros não sei, mas no que a ti diz respeito, vou somar todas as arrelias bem somadinhas e multiplicar o resultado pelos dias marcados no calendário. E depois apresento-te a conta. Prepara-te, porque se apareceres por cá, não vais fugir sem pagar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Desde sempre

Como uma criança que brinca na areia, deixaste-me escapar por entre os teus dedos. Tentei voltar às tuas mãos, mas tu não percebeste, pois o teu olhar tinha-se distanciado até ao horizonte. Comecei a caminhar, à procura de me cruzar com os teus olhos. Misturei-me com a multidão. De repente perdi-te. Procuro-te, desde sempre.

Para sempre.

Como um punhado de areia fina, escorregaste por entre os meus dedos e foste misturar-te na multidão anónima. E desapareceste, para sempre.

sábado, 26 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Um desejo

Um distante génio, sem que em tempos teve uma lâmpada, adivinhou-lhe os pensamentos e, sem que ela tivesse que pedir, concedeu-lhe um desejo. E fê-la sorrir, porque se há coisa de que ela gosta, é do inesperado.

Apeteceu-me mudar a cara disto.

domingo, 20 de junho de 2010

As coisas que eu te diria se me permitisse falar contigo II



(os Eurithmics dizem-no melhor que eu)

As coisa que eu te diria, se me permitissse falar contigo I

Não consigo ler-te. Nunca consegui. Desde o primeiro momento em que te vi, que compreendi que estás escrito num idioma que não conheço, num língua que nunca ouvi antes. Tive o devaneio de te pedir que me ensinasses. Afinal, eu até sou boa nessa coisa das línguas. Mas rapidamente percebi que, apesar de não o admitires, nunca me ensinarias, pois tu não queres ser lido, e por isso te escreves nessa língua.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Da morte.



Hoje morreu o José Saramago.
Hoje, alguém que me conhece muito bem, disse-me que imaginava que eu estaria triste, porque não iria poder enriquecer a minha biblioteca com novas obras do José Saramago.
Hoje, essa afirmação fez-me recordar o momento e a forma como me apaixonei pela escrita do autor, fez-me recordar que, num repente, ele tornou-se um dos meus autores de eleição.
Hoje, apetece-me contar como foi.

A minha relação com a obra literária de José Saramago começou com a leitura da sua obra mais complexa "O Evangelho Segundo Jesus Cristo". O livro foi publicado, no ano de 1991, era eu ainda adolescente. Toda a polémica que a publicação gerou deixou-me cheia de curiosidade. Aliavam-se as duas coisas de que eu mais gostava, leitura e discussão. Era perfeito. Tratei de imediato de o pedir emprestado à minha melhor amiga e comecei a ler. No início tive muita dificuldade em seguir o texto. A forma era diferente de tudo o que já tinha lido e a narrativa era demasiado complexa e pachorrenta. Confesso que me apeteceu abandonar a leitura mais do que uma vez. Mas se o fizesse, seria a primeira vez que deixava um livro a meio, pelo que persisti, quase obrigada e muito devagar. De repente, mais ou menos a meio do livro, aconteceu algo de inexplicável. A narrativa começou a voar e a forma foi absorvida, integrada. Comecei a gostar muito do que estava a ler e a não conseguir parar. Cada pedaço de tempo livre passou a ser ocupado com a leitura do famigerado "Evangelho". Parei apenas quando foi virada a última página. Ou melhor, não parei, porque depois de terminar esse livro comecei a ler outro e depois outro e depois outro. Rapidamente, o José Saramago tornou-se no autor mais bem representado da minha biblioteca, no autor mais lido por mim, num dos meus autores preferidos, e o seu livro"Ensaio sobre a Cegueira" num dos livros da minha vida.

Hoje, eu estou triste, porque desapareceu um dos melhores escritores do mundo.
Hoje a pena foi pousada para sempre, e o mundo das letras ficou mais vazio.
Hoje morreu o José Saramago.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Experiências

Porque...

...nem só de futebol se fazem os dias e as noites (e os meus fazem-se cada vez menos);
...os devaneios, a curiosidade e a tentação por vezes trazem consigo surpresas;
...cada vez mais os meus auspícios se transformam em realidade;

A minha noite foi feita disto, na Casa da Música. E isto é muito bom.
Sem dúvida é uma experiência a repetir.